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Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.

Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.

Antes do Verão:
Anita corre quilómetros para caber no biquíni

Em férias: 
Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar

Em dias de sol:
Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes

No fim das férias: 
Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar

À hora das refeições: 
Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias
ou 
Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne

Tarde de sábado: 
Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima
ou
Anita sai à rua e vê as pessoas a passar

Sábado à noite: 
Anita dança e bebe gin 

Tarde de domingo: 
Anita vê um filme com a família
ou
Anita tem umas flores lindas no jardim

Segunda de manhã:
Anita chega sonolenta ao trabalho

Quando há jogos de futebol:
Anita vai à bola porque o seu clube é sempre o maior

Num dia em que não se passa nada:
Anita compra uma mala nova (ou uns sapatos ou outra porcaria qualquer nova)

Em dias de Festivais de Verão:
Anita ouve música ao vivo (e filma tudo)


E por aí fora até já não se poder ver, ouvir, ou sequer imaginar, a Anita...
E depois ainda há a versão cinema da Anita, que são os directos de todos estes e outros passos que a Anita possa pensar em dar.

Para quando Anita faz xixi, ou Anita cortas as unhas, ou Anita coçou uma parte (supostamente) íntima, ou Anita dá um peidinho?

(Ups, não se pode dizer a palavra "peido" em público ou acusam-nos de sermos mal-criados! Vá, mas eu disse "peidinho" que é muito mais carinhoso, ok? Estou desculpada ou tenho que fazer um pedido de desculpas no próximo post deste blogue?)

Imagem DAQUI

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Por entre livros e árvores

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Incrivelmente este supermercado tem um sofá para quem vê livros. Confesso que sou uma parasita das livrarias, daquelas que lêem muitos pedaços de literatura e raramente compram alguma coisa. Namoro livros durante meses, às vezes anos e só os compro quando já se criou uma certa intimidade entre mim e eles, ou entre mim e os seus autores.
Também compro por impulso, mas é mais raro agora que tenho menos dinheiro para consumismos.

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