Avançar para o conteúdo principal

Deixem-se de merdas!!!!

Já vos falei da minha opinião quanto ao ensino em Portugal. Sim, já falei vezes demais sobre este assunto, mas como não me conformo, vou continuar a falar. Nem que seja para as paredes!

A revolta é tão grande que me sinto continuamente a viver num mundo à parte. Como se houvesse uma bolha em volta dos pais, professores e escola de onde eles não conseguissem sair de maneira nenhuma. Sim, a bolha rodeia-os a eles, não a mim! Parece que estão sempre a martelar na mesma tecla, cultivando um sistema completamente obsoleto, centrado em resultados, bons comportamentos, teorias da treta, como se não vissem para além do que lhes é imposto, como se não vissem o óbvio: que os alunos só aprendem se quiserem aprender; que o que interessa não são os fins, mas os meios para atingir os fins; que os bons resultados são o resultado (desculpem o pleonasmo) da vontade e não da imposição.

Merda para estas mentes fechadas em caixinhas minúsculas! Merda para eles, é o que tenho a dizer! Continuem a formar gente deformada e depois venham-se queixar:
"Ai, o meu filho tem más notas e não aprende nada nas aulas.... A culpa é da escola e dos professores!".  - Uma merda!!! A culpa é tua que o obrigas a estudar em vez de lhe abrires a mente à descoberta!

"Ai, os alunos não se sabem comportar na sala de aula e não estão com atenção... A culpa é dos pais!".  - Uma merda, a culpa é tua porque não lhes sabes impor respeito ou interessá-los pela matéria que leccionas!

"Ai, os alunos são mal comportados e tiram notas baixinhas... A culpa é dos professores que não querem fazer nada e dos pais que não sabem educar os filhos!"  - Uma merda, a culpa é tua que entretens os professores em actividades burocráticas de merda em vez de lhes dares tempo e espaço para prepararem aulas minimamente interessantes e que andas a aplicar castiguinhos da treta aos alunos que não lhes adiantam nada na compreensão dos seus comportamentos menos correctos, nem no respeito pelos outros!

Sim, como dizia José Mário Branco no seu famoso FMI, "a culpa é de todos e a culpa não é de ninguém!"

Uma merda, pá! Se querem mudar alguma coisa, façam por isso, em vez de andarem a atirar culpas para cima uns dos outros! Dêem o exemplo aos vossos filhos e alunos, mostrem como se pode construir um presente, um futuro, um mundo, uma vida melhor para todos. Instruam-se, vão aprender a serem melhores profissionais, melhores pais, melhores pessoas! Lutem, caraças! Lutem! Lutem! Lutem para serem melhores, para evoluírem! Não se deixem ficar agarrados ao telemóvel a ler notícias de Facebook e a ver vídeos de gatinhos! Vejam tudo isso, mas vejam mais além! Vejam longe, procurem o horizonte e não se deixem parar por ele que a mudança não é uma miragem. A mudança acontece, é só querermos e mexermo-nos para isso!

Deixem-se de merdas!
Se querem mesmo mudar alguma coisa, podem começar por assinar esta petição, que pode ser o princípio dessa mudança, ou podem fazer outras, mas mexam-se e deixem-se de queixinhas e de culpar o próximo! Movam pessoas, digam coisas, indignem-se, juntem-se, gritem, mas, por favor, deixem-se de merdas!!!!

Comentários

Enviar um comentário

Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...

Mensagens populares deste blogue

Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
O pai tentou: -Detritos nasais!
Eu tentei: -Fluídos nasais secos!
As nossas tentativas não satisfizeram nenhum de nós três ...  O J. diz: -Temos que perguntar à Drª, como ela é médica deve saber ...
Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
Consultei a enciclopédia, o dicionário, procurei na net e ... nada, nem a mais pequena referência à designação científica para macacos do nariz ...

Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

As coisas em que este miúdo me põe a pensar ...

Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!


Grito

Há meses que não escrevo uma palavra. Quase como se estivesse de abstinência ou a fazer uma cura de desintoxicação.

Às vezes tenho ressacas. Dói-me o corpo e os dedos, sinto a cabeça cheia de palavras e frases, numa urgência de saírem por mim afora. O peito aperta-se-me e sinto-me prestes a explodir. Mas, depois, nada. Segue-se um vazio imenso, como se estivesse prestes a gritar: enchesse o peito de ar, abrisse a boca e dela apenas saísse silêncio. Um grito mudo. Um grito que nunca chega a sê-lo. E como que para me inebriar, afundo-me nos livros dos outros, nas palavras dos outros. À espera de ali encontrar as minhas. As minhas palavras que sucumbem ao vazio, que se calam.

Tenho saciado a fome de palavras, devorando livros, uns atrás dos outros. Como o alcoólico que bebe água a fingir que é vinho ou o fumador que masca pastilhas para distrair o desejo do cigarro, eu alimento-me de livros, enganando a vontade de escrever.

Caminho para a recuperação devagarinho. Este texto pode ser o in…

#metoo ou eu também já vi muita coisa

Já fui bastante assediada, especialmente até aos trinta, trinta e poucos. Acho que, por isso, fui desenvolvendo uma capacidade que me permite notar situações de assédio, ou de simples interesse sexual, à distância. Não só quando sou eu a visada, mas também quando são outras pessoas. Normalmente, reparo no(a) assediador(a) e no(a) assediado(a).

Vou contar-vos uma história que aconteceu comigo quando eu tinha uns quinze ou dezasseis anos.
Nessa altura eu frequentava amiúde as matinés de uma discoteca aqui da terra. Era miúda e era assim que passávamos as tardes chatas de domingo.
Um dia estava com uma amiga à porta da dita discoteca e houve um puto, mais ou menos da minha idade, que me fez uma proposta: pagava-me uma bebida lá dentro se eu curtisse com ele naquela tarde. Eu, que durante a adolescência tinha fama de antipática e petulante (creio que esta última característica se devia essencialmente à minha altura e timidez que, juntas, me faziam parecer uma pessoa petulante), mandei-o à…

Os Porcos

Prezados leitores, começopor vos pedir desculpas, por este ser um post repleto de desprezo explícito, onde poderão encontrar palavras menos agradáveis e, até, portadoras de um certo azedume. O desprezo não será por vocês, claro, mas por uma espécie que me causa uma certa espécie. Devo informá-los que o post é propositadamente ofensivo, pois contém em si o nojo, de dimensões planetárias, que nutro por certos animais.
Feitos os necessários esclarecimentos, aqui vai:
O porco é um animal que me agrada pouco. Hoje em dia, já quase não faz parte da minha alimentação. Como-o, sem grande satisfação, se não tiver mais nada para comer e alguma fome.  Este animal roliço de quatro patas, nariz a imitar uma tomada eléctrica e cauda em forma de saca-rolhas  até é razoavelmente suportado por mim, especialmente, porque não me cruzo com ele todos os dias, e se me cruzasse, o máximo que o poderia ouvir dizer seriam uns " oic, oic" ou "ronc, ronc".

Pelo contrário, existe um outro ti…

Toiro "encrençado"

Hoje, gritei com o miúdo, coisa que não é hábito cá em casa.
O meu filho é touro de signo e, como um belo espécime do signo, às vezes "encrença". Fica a marrar nas traves e não sai dali até ficar com um belo galo na cabeça.

Já anda "encrençado" há algum tempo com uma questão lá da vida dele de pré-adolescente e, eu e o pai, temos tentado desviar-lhe a atenção das tábuas para coisas mais alegres, mas o miúdo é tramado e tem continuado a insistir em ficar ali a marrar, a marrar, como se não houvesse amanhã.

Hoje, passei-me e gritei-lhe até que abrisse os olhos. "Porra, pá, sai daí, não vês que só magoas a cabeça e não derrubas essa porcaria!", saiu-me. Abriu os olhos de espanto com a minha reacção e, finalmente, começou a pensar que aquela treta de marrar nas traves só dá dores de cabeça e não derruba nada.

De repente, pareceu que viu a luz. Começou a pensar, a pensar, a pensar tanto que quase se "encrençou" para um lado diferente: que realmente t…