Avançar para o conteúdo principal

Vejam só o que encontrei!



Resumindo

  • Licenciatura em marketing (um profissional certificado);
  • Gosto pela área comercial (amor cego que se venda barato); 
  • De preferência, recém-licenciado (cabeça fresquinha e sem manhas);
  • Com vontade de aprender (que aceite, feliz, todas as "óptimas" condições de trabalho que lhe oferecem, porque os ensinamentos não têm preço);
  • Disponibilidade imediata (já a sair de casa e a arregaçar as mangas); 
  • Carta de condução (vai de carro e não seguro, como a Leonor descalça do Camões); 
  • Oito horas de trabalho por dia e não por noite (muito tempo luminoso para aprender, sem necessidade de acender velas).


Tudo isto, a troco de:

  • Um contrato a termo incerto (um trabalho p'rá vida);
  • 550€ / mês de salário negociável (uma fortuna que pode ser negociável, caso o candidato seja um ingrato);
  • Refeições incluídas (é melhor comer bem durante as horas de serviço, porque vai passar muita fominha a partir daquela hora do dia em que tiver de acender as velas);
Portanto, uma óptima oferta de emprego!
Eu cá já guardei nos favoritos para não perder esta preciosidade!



Este aqui, que recruta um engenheiro mecânico, deixo à vossa consideração, porque tem um perfil do candidato p'ró complicado e esta minha cabeça loira não tem capacidade para o avaliar.




E só mais este para uma ligeira comparação...


Onze anos de formação só custam mais 20€ /mês às duas entidades patronais lá de cima? A educação está barata e não se pode sobrevalorizá-la, não é? Vinte euritos chegam e sobram!
Depois de ver este anúncio, fiquei na dúvida se as "refeições incluídas", dos dois primeiros anúncios, são o valor das refeições ou se são "em género" como as deste último. 

Neste presente aqui em baixo, a entidade patronal é uma empresa de trabalho temporário que utiliza os serviços do Centro de Emprego para lhe seleccionar candidatos.
É impressão minha, ou há aqui alguma coisa estranha?

Ah, ok, a estranha sou eu!

Comentários

  1. E um fisioterapeuta (licenciado, claro), igual em tudo aos de cima, mesma remuneração, mas... regime de prestação de serviços. Contrato? HAHAHA!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…