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Excursão aos terrores escondidos

Para viajar por dentro e reviver terrores, basta um clique. Ir de encontro aos dias em que a nossa vida se pendurava por um fio, em que vida dos nossos se segurava em suspenso. Pode estar nas paredes de edifícios, em caras de gente, em cheiros.
Vira-nos do avesso o aroma a terra molhada, o vento na cara, ou a relva cortada de fresco. Os sons, os percursos, as palavras abrem feridas e doem.
Excursionamos nos medos que nos levam aos terrores, como se lá morássemos ainda. E moramos. Vivemos em batalha com as nossas aflições. Mas tentamos enganá-las a maior parte do tempo. E só nos enganamos a nós próprios, porque elas estão lá, cravadas bem no fundo. À mínima corrente de ar, soltam-se e provocam-nos tempestades na alma. 
E os dias voltam a ser curtos ou longos demais. A medida certa não se revela e ficamos à espera que a tempestade termine. Eternamente.

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