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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2016

A Honra e os quadros

Há uns tempos comentei este texto, que já tem uns aninhos, da Rita Ferro Alvim sobre os Quadros de Honra. Como voltou a ser muito comentado, fui recebendo notificações no e-mail com as opiniões de quem por lá foi passando.
Volto a este assunto (que penso já ter abordado por aqui, mas que não me apetece ir procurar) porque me começou a fazer impressão os comentários que foram fazendo ao texto da Rita.
Desde chamarem-na invejosa até dizerem que a ausência de Quadros de Honra promove a mediocridade, fui lendo de tudo.

Concordo com a Rita. Acho os Quadros de Honra uma treta.
E não é por ser invejosa ou mediocre (que até posso ser noutros assuntos, mas não neste caso) é por os achar mesmo uma treta. Primeiro, porque não servem para nada a não ser para promover uma espécie de competiçãozinha irritante entre os miúdos. Depois, porque só têm em conta as notas dos alunos e todos sabemos que as notas não querem dizer grande coisa.
Se fossem capazes de medir a evolução dos alunos ou o esforço, a…

Há um "quê" de machismo na adopção da linguagem inclusiva

A linguagem inclusiva visa não discriminar as mulheres pelo uso do género masculino para generalizar um todo, do qual há mulheres que o compõem.
A evolução da linguagem arrastou-se por vários períodos em que os homens eram tidos como pessoas e as mulheres como seus acessórios.
A linguagem, assim como a humanidade, à medida que se foi desenvolvendo, foi passando a incluir as mulheres nos plurais, nos grupos, no todo.

Hoje, as mulheres fazem parte do todo e deixaram de ser acessórios (não em todo o lado, mas na sua maioria). "O requerente" inclui "a requerente", "o Homem" designa a Humanidade que integra homens e mulheres, coisa que há alguns anos não acontecia - as mulheres não eram, sequer, consideradas quanto mais incluídas no que quer que seja.

Partir-se do princípio que é alterando as designações ou passando a utilizar os dois géneros no mesmo sujeito de uma frase que se incluiu as mulheres e se deixa de as discriminar parece-me uma completa aberração…

Ainda há pouco me cabia no colo

O meu filho fez 12 anos. Ainda há pouco me cabia no colo e agora confundo as suas roupas com as do pai, quando as apanho do estendal.
Olho para ele e penso "porra, já está um homenzinho!"  Já não temos as nossas conversas pré-sono, agora deita-se sozinho e devora livros da Agatha Christie antes de dormir. Lembro-me tão bem quando era eu que os lia... E agora é ele que investiga os casos com o Poirot. Porra, como a vida corre depressa! Já não falamos antes de dormir, mas continuamos a conversar, especialmente nas viagens de carro. Entre a partida e o destino viajamos pelo espaço. Quer saber o significado da vida e a extensão do universo. Coloca-me dúvidas que também tenho, interroga-se sobre as mesmas coisas do que eu e já não tenho sempre respostas para lhe dar. Digo-lhe tantas vezes que não sei que, qualquer dia, deixa de me perguntar. São as asas do crescimento que o vão levando para longe. E eu fico ali a vê-lo ir, deliciada.  Quando me responde à bruta, trago-o de volta …