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Menos escola, por favor!

Nos moldes em que a escola se tece, haja menos escola!

Sinto uma alienação geral no que se refere à escola. Oiço dizer "desde que eles estejam ocupados, tudo bem..."
O tanas! Desocupem os miúdos e espicacem-lhes a curiosidade e terão melhores alunos!

Parem de impingir merdas às crianças! 
Elas nunca serão prós em todas as disciplinas, nem excelentes em todas as matérias! Não serão, desenganem-se! Por muito que os pais se esforcem. Por muito que os professores lhes atazanem a cabeça, haverá sempre alguma coisa que não entenderão, com que embirrarão, ou que não quererão mesmo saber. E está no direito delas. As crianças têm direito a não ser perfeitas.

Elas são pessoas, já repararam? 
Elas precisam de tempos mortos, de sentir tédio, de ficarem aborrecidas para inventarem qualquer coisa que as distraia, de tempo para respirar e, essencialmente, de tempo para sonhar. Dêem-lhes tempo e espaço e não lhes dêem livros de instruções para tudo. Deixem-nas encantarem-se com uma pedrinha ou uma folha e inventarem mundos só delas!

Parem de arranjar actividadezinhas para ocupar os miúdos! 
E, por favor, não lhes impinjam mais escola como substituição dos pais.
Se os pais trabalham mais horas do que o tempo que eles estão na escola, então a solução passa por terem um sítio onde possam brincar livremente, mas onde estejam sob uma certa vigilância. E digo "uma certa vigilância" de propósito, porque os miúdos também precisam de sentir que estão por sua conta e risco para dosearem esse mesmo risco.

Parem de inventar tretas para entreter os miúdos!
Eles não precisam de ser entretidos. Eles precisam sim, de atenção; de alguém que os oiça; de alguém disponível para se inteirar dos seus problemas.
Não precisam de desenvolver capacidades, mas de sentir vontade de conhecer mundo e de o questionar.

E não precisam de saber mais coisas. Precisam de querer saber coisas! 
Dêem-lhes o prazer da dúvida e da incógnita e não necessitarão de os obrigar a estudar.

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