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Amor Amor

Onde mora o amor-próprio? 
Da incapacidade em enfrentar o que nos é estranho até à rejeição do todo que o espelho reflecte, onde mora o amor-próprio?
Poderemos amar-nos na cobardia? E num corpo disforme? Amar-nos-emos mais se formos corajosos ou se vestirmos um corpo bonito?
Onde mora esse amor que tantos contornam?
Num cabelo arranjado? Num copo de vinho com amigos? Numa conversa intensa? Nos corpos entrelaçados? Nas unhas arranjadas?

Procura-se esse amor desesperadamente como se ele estivesse longe demais. Nem sempre está. 
Às vezes, procura-se nos lugares errados.

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Se há cerca de vinte, trinta anos, não se sabia tanto quanto se sabe hoje sobre pedagogia, psicologia ou educação, actualmente este conhecimento é muito mais vasto. Tão vasto que tendemos a instrumentalizar a forma como educamos as nossas crianças.

Olhamos para os nosso filhos e vemo-los como projectos pessoais. Queremos que sejam os melhores e sempre melhores que eles próprios, que estejam sempre a evoluir para que sejam bem sucedidos na vida. É normal, porque independentemente das nossas crenças, queremos o melhor para eles, porque os amamos. Mas esta forma de amar e de os tentar conduzir para o sucesso está a matar-lhes a infância. 
Não são poucas as vezes que ouvimos coisas do género:  "Quero que o Rui seja um óptimo engenheiro";  "Estou a fazer tudo para que a Ana seja a melhor professora que já leccionou";  "O que mais quero é que o André vença no mundo do trabalho como o melhor designer gráfico".
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