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Da Homofobia Que Não Há

Num destes dias, enquanto ouvíamos Adriana Calcanhotto, contei ao pai do J. que a mulher da Adriana tinha morrido de cancro da mama havia pouco tempo. O J., que me ouviu, perguntou:
- Mulher? A Adriana Calcanhotto era casada com uma mulher?
- Casada casada, não sei, mas eram namoradas há muitos anos. Para lá de uns vinte anos...
- Vinte anos são muitos anos, mãe.
- Se são, J.

Ontem, ouvíamos de novo Adriana Calcanhotto e o J. diz-me:
- A Adriana deve estar tão triste... Não deve, mãe?
Eu, desatenta, pergunto:
- Hã? Triste? Porquê?
- Por causa da mulher dela que morreu. Elas já estavam juntas há tanto tempo...
- É verdade, J., deve estar mesmo triste.

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O Pintas

Estudei Gestão Equina numa terra no centro de Portugal.
A escola dividia-se entre uma antiga escola, no centro da aldeia, convertida em internato masculino e salas de aulas e uma herdade a uns setecentos ou oitocentos metros já quase fora da localidade.
Os alunos tinham aulas ora na escola, ora na herdade e seguiam geralmente a pé de um lado para o outro.
Um dia, o Pintas apareceu por lá (já não me lembro bem onde o encontrámos pela primeira vez), um cão talvez arraçado de dálmata, pois era branco com pintas negras.
Deram-lhe o nome de "Pintas", mas havia quem o chamasse de "Beethoven". Na verdade, podiam chamá-lo como quisessem que o cão reconhecia quando a conversa era com ele.
O Pintas fazia o caminho herdade/escola e escola/herdade vezes sem conta. Penso que a intenção era acompanhar os seus amigos preferidos no caminho que separava as duas instalações escolares... Seguia a nosso lado como se fosse mais um aluno. Deixava-nos na herdade e seguia de novo para a …