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- Mãe, Acreditas Naquela História do Jesus Christ Superstar?

- Mãe, tu acreditas na história de Jesus?
- Que existiu um maluco com a ilusão de que podia mudar o mundo e que se chamava Jesus? Acredito. De vez em quando, ao longo da história, aparece um!
- Estás a falar com um desses malucos.
- Quem, tu? Acreditas que podes mudar o mundo? 
- Sim!
- Ah que bom! Esperemos que consigas!
- Mas o que eu queria saber era se acreditas naquela história toda, do Jesus Christ Superstar.
- Acredito que existiu aquele maluco que pensava que com amor podia mudar a humanidade. Mas no que toca aos milagres e essas coisas já não acredito.
- Eu não acredito em nada disso. Se as pessoas querem ser todas iguais umas às outras o mundo nunca vai ser melhor, porque elas são todas iguais. Jesus era judeu?
- Sim, acho que sim. Por isso o chamavam de Rei dos Judeus. Lembras-te daquela parte do filme em que o rei Herodes e Pilatos o chamam de king of the Jews?
- Lembro. Que milagres é que diziam que ele fazia?


- Diziam que fazia os paralíticos andar, os cegos ver e coisas do género. Mas como viste no filme, depois as pessoas só queriam que ele lhes fizesse coisas e quando foi altura de o apoiarem, viraram-lhe as costas e não o defenderam. É o que as pessoas costumam fazer, infelizmente.


- Eu também não acredito naquela cena da ressurreição. E tu, mãe?
- Também não.
- Aliás, eu não acredito em nada.
- Eu acredito que ele existiu, mas que a história à volta dele é fantasia dos homens.

Só espero que este meu maluco consiga mesmo mudar o mundo. Ou parte dele...

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O Espelho

Em pequena fui protectora das minorias, dos mal-tratados e dos ofendidos. Costumava juntar-me à mais gorda ou mais feia da turma, aquela menina com quem toda a gente gozava e com quem ninguém gostava de ser visto. Tratava melhor os que eram desprezados e tinha uma atenção especial para com quem levava mais reguadas. Ainda sou um bocado assim, porém não tanto, porque as pessoas  que eu considerava minorias me foram mostrando tantos lados das suas personalidades que deixei de as ver apenas como mal-tratadas, ofendidas e carentes de protecção. Percebi, ao longo dos anos, que somos muito mais do que aquilo que aparentamos. E ainda bem, digo-o hoje.
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Macacos do Nariz

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Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

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Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!


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Ontem, no elevador, olhei ao espelho o meu peito que espreitava pelo decote em bico da camisola, e vi-a. "Tenho uma tatuagem no meio do peito", pensei. Geralmente, não a vejo. Faz parte de mim, há dez anos, aquele pontinho meio azulado. Já quase invisível aos meus olhos, pelo contrário, ontem, olhei-a com atenção, porque o tempo já me separa do dia em que ma fizeram e me deixa olhá-la sem ressentimentos. À tatuagem como à cicatriz que trago no pescoço.

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Facebook lovers

Chegam ao restaurante de mãos dadas como nos tempos em que ele ainda não tinha a barriguinha que lhe força os botões da camisa e ela as duas camadas de base em tonalidades diferentes que escondem os traços que o tempo lhe foi desenhando no rosto.
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Num silêncio premeditado, o frente-a-frente impõe-se. Afinal é dia dos namorados e o romantismo é a palavra de ordem.
O gesto automático tira o telemóvel do bolso da camisa dele que só acaba quando o objecto é pousado sobre a mesa. Está ansioso, mas não quer lhe notem a inquietação. Afinal, é só mais um dia dos namorados.

A voz sai-lhe tão melosa quanto o olhar que ela lhe dirige:
- Estás linda! - semicerra os olhos como que a comprovar a veracidade das suas palavras.
Aponta-lhe a objectiva …

Parabéns ao Blogue!

Este blogue fez dois anos, no sábado passado, mas, para variar, esqueci-me.  Bad girl, bad bad girl!
Parabéns atrasados a ele e a mim (que sou uma atrasada nestas coisas, e noutras...).