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Estudar QB

Tenho uma guerra com o ATL que o meu filho frequenta: O tempo que ele dedica ao estudo!
Dizendo só isto, aparecerão vários pais e mães a dizer "oh, também eu! Grande novidade! Os miúdos não estudam nada nos ATL!". 

Só que o meu problema é ao contrário: eu quero que o meu filho estude MENOS no ATL. Ou seja, eu quero que o meu filho apenas faça os TPC no ATL! Nada mais, nada menos, apenas os TPC.
Sou estranha, maluca, whatever... Mas, por favor, deixem lá a minha criança em paz, que ela não precisa de estudar mais, ok?
Desnaturada? Chamem-me o que quiserem, mas fiz um "acordo" com o meu filho e quero continuar a cumpri-lo enquanto ele cumprir a parte dele. Certo? Pode ser? Deixam-me?
Será que as educadoras do ATL podem deixar de lhe receitar cópias e porcarias dessas para ele fazer? Fazem esse favor aqui à je

Eu não quero ter um filho com uma letra lindíssima! Eu não faço questão que o meu filho tenha 100% em todos os testes! Eu não quero que ele coleccione diplomas de mérito ou honra ou do raio-que-os-parta-a-todos! Até porque não os emolduramos, nem os penduramos na parede...

Eu só quero que ele continue a gostar de aprender, a ter curiosidade para explorar novos temas e matérias, a sentir que a escola ainda tem coisas boas para lhe proporcionar e quero, especialmente, que ele viva para além da escola! Só isto! Será assim tão difícil de entender?

(Prometo que quando ele começar a baixar as notas, ele estudará mais, ok? Satisfeitas assim, senhoras educadoras?)

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Por entre livros e árvores

Estou sentada no sofá do supermercado junto aos livros.

Incrivelmente este supermercado tem um sofá para quem vê livros. Confesso que sou uma parasita das livrarias, daquelas que lêem muitos pedaços de literatura e raramente compram alguma coisa. Namoro livros durante meses, às vezes anos e só os compro quando já se criou uma certa intimidade entre mim e eles, ou entre mim e os seus autores.
Também compro por impulso, mas é mais raro agora que tenho menos dinheiro para consumismos.

Hoje, levo comigo para o sofá o Lobo Antunes e o Rodrigo Guedes de Carvalho. Vou lendo pedaços de um e de outro. Salto capítulos, reviro os livros e escolho páginas aleatórias na tentativa de entrar nas histórias e nas palavras. Mergulho em parágrafos que me marcam, afundo-me em frases que me fazem eco. Volto à superfície.

Por momentos, desvio o olhar dos livros para perceber o que se passa à minha volta. Entram e saem pessoas do supermercado. Há um homem que passa de guarda-chuva em punho como se fosse uma…

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Levantou a cabeça. Olhou-me como se fosse pela primeira vez. Senti os olhos a percorrerem-me o rosto. Contornou-me os olhos, a boca, o nariz e parou o olhar para além de mim. É estranha a sensação de nos desenharem com os olhos, vermos-nos estampados na mente dos outros, recortados, colados e redesenhados. Deixamos de ser nós para passarmos a ser uma ideia de nós. Ana desenhou-me, mas abandonou a obra a meio para se colocar a uma distância de segurança. Foi para além de mim e por lá ficou.  - Desculpe tê-lo incomodado. Não devia ter vindo contagiá-lo com a minha tristeza. Estava aqui sossegado a beber a sua cerveja, melhor do que uísque, e vim trazer-lhe tristezas. A minha vida não tem estado fácil… Desculpe-me. É melhor ir-me embora. - Não, deixe-se estar. Estou a gostar de estar consigo. Além disso, não está em condições de ir sozinha para casa. Pelo menos, por agora. – disse-lhe, enquanto observava os dedos que tentavam desfolhar o marcador em forma de flor mais ou menos a meio do li…

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Ana entrou no quarto, sentou-se na beira da cama, acariciou o rosto da mãe e perguntou: - Como te sentes hoje? - Mais ou menos. Agora, não tenho dores. - Ao menos isso... Queres que te traga alguma coisa? - Não, obrigada. Fica só aqui comigo a conversar. - Fico pois! – disse enquanto massajava a mão da mãe para a aquecer. Ana visitava Cármen diariamente. Aparecia geralmente ao fim do dia, porque trabalhava até tarde. Detestava só sair do trabalho depois do sol-posto, especialmente agora que a mãe precisava tanto dela. - Dormiste bem? – perguntou sem lhe lagar a mão gelada. - Sim, tenho a sensação – parou para respirar - que consegui dormir algumas horas seguidas – continuou a custo. Acariciou a mão da filha como se ainda fosse uma mão pequenina que poderia guardar dentro da sua. Observou-lhe o rosto com ternura e articulou as palavras devagarinho: - Filha, nunca mais me falaste do teu trabalho. Como está a correr? Ana resumiu as últimas semanas de trabalho. Falou dos colegas, que ainda não es…

Macacos do Nariz

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Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!