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Estudar QB

Tenho uma guerra com o ATL que o meu filho frequenta: O tempo que ele dedica ao estudo!
Dizendo só isto, aparecerão vários pais e mães a dizer "oh, também eu! Grande novidade! Os miúdos não estudam nada nos ATL!". 

Só que o meu problema é ao contrário: eu quero que o meu filho estude MENOS no ATL. Ou seja, eu quero que o meu filho apenas faça os TPC no ATL! Nada mais, nada menos, apenas os TPC.
Sou estranha, maluca, whatever... Mas, por favor, deixem lá a minha criança em paz, que ela não precisa de estudar mais, ok?
Desnaturada? Chamem-me o que quiserem, mas fiz um "acordo" com o meu filho e quero continuar a cumpri-lo enquanto ele cumprir a parte dele. Certo? Pode ser? Deixam-me?
Será que as educadoras do ATL podem deixar de lhe receitar cópias e porcarias dessas para ele fazer? Fazem esse favor aqui à je

Eu não quero ter um filho com uma letra lindíssima! Eu não faço questão que o meu filho tenha 100% em todos os testes! Eu não quero que ele coleccione diplomas de mérito ou honra ou do raio-que-os-parta-a-todos! Até porque não os emolduramos, nem os penduramos na parede...

Eu só quero que ele continue a gostar de aprender, a ter curiosidade para explorar novos temas e matérias, a sentir que a escola ainda tem coisas boas para lhe proporcionar e quero, especialmente, que ele viva para além da escola! Só isto! Será assim tão difícil de entender?

(Prometo que quando ele começar a baixar as notas, ele estudará mais, ok? Satisfeitas assim, senhoras educadoras?)

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Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
O pai tentou: -Detritos nasais!
Eu tentei: -Fluídos nasais secos!
As nossas tentativas não satisfizeram nenhum de nós três ...  O J. diz: -Temos que perguntar à Drª, como ela é médica deve saber ...
Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
Consultei a enciclopédia, o dicionário, procurei na net e ... nada, nem a mais pequena referência à designação científica para macacos do nariz ...

Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

As coisas em que este miúdo me põe a pensar ...

Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!


"Bom dia e as melhoras!"

IPO - 9h da manhã

Indicam-me a sala de espera da radiologia. Há uma televisão que vai distraindo as pessoas sentadas, alinhadas, de frente para ela.
Sento-me no sofá por baixo da televisão e de frente para os espectadores pouco atentos às notícias da manhã.
O ar que se respira nas salas de espera do IPO é sempre um pouco solene. Vive-se a incerteza e espera-se o desconhecido. O silêncio e as palavras ditas em murmúrios impregnam o ambiente de uma musicalidade suave. Como se fosse o som de fundo de uma floresta imergida na fatalidade perene.

Chamam-me para o exame. Sigo a "operacional" - como chamam hoje às funcionárias dos hospitais - até ao gabinete onde me devo despir da cintura para cima e vestir a bata branca com centenas de IPOs estampados.
Faço o que me mandam e tiro o piercing do umbigo. Tiro o piercing do umbigo sempre que sou irradiada. Tenho a sensação que o metal do brinco pode projectar as radiações para lugares inusitados se não o fizer. Talvez seja uma crença o…

Marcadores #6

- A Gabrielle é inocente, podes acreditar! Quando a conheceres vais ter vontade de a defender, vais ver – Cármen estava exausta, por isso Ana resolveu fazer uma pausa na conversa para a mãe descansar. Levantou-se e dirigiu-se à cozinha para ir buscar um copo de água. Quando voltou, abriu a gaveta da mesinha-de-cabeceira e tirou várias qualidades de comprimidos. Olhou para o papelinho que os acompanhava que descrevia as quantidades e horários e começou a separar os que pertenciam àquela hora. Juntou seis que Cármen teria de deglutir uns atrás dos outros. Passou-os um a um, para a mão da mãe, que os tentou empurrar garganta abaixo com a ajuda de doridos golos de água.             Cármen quebrou o silêncio para dizer que guardava cartas trocadas com Gabrielle no tempo em que a amiga trabalhou na Alemanha e que gostava que a filha as lesse. Era uma forma de conhecer Gabrielle, explicou. Apontou para uma caixinha de madeira que se encontrava sobre a cómoda debaixo da janela que continh…