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Revoluções...

O J. doente e deitado na cama. Eu deitada com a cabeça ao lado da barriga dele.
- A tua barriga está a fazer imenso barulho!
- Está? Não oiço.
- Está! Está a haver uma revolução aí dentro!
- Ah, já estou a ouvir. Estão a cantar a "Grândola" dentro da minha barriga... É o estômago que está a fazer uma revolução contra os vomitados.
- Ai sim?
- Sim. Ele está a cantar "Grândola, veias moreeeenas. Corpo da fraternidaade. Os glóbulos brancos são quem mais ordeeeenam, dentro de ti, ó meu cooorpo!"
- Ah ah ah ah!
- As veias são a cidade, as artérias são as vilas e os capilares são aldeias.
- E os glóbulos brancos são o quê?
- São as tropas.
- Humm, sim, é uma boa!

Na saúde e na doença não falte nunca o sentido de humor!

Comentários

  1. É nessas conversas sem sentido para quem as ouve e tão engraçadas para quem participa nelas que se vê a cumplicidade entre duas pessoas :)

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Se há cerca de vinte, trinta anos, não se sabia tanto quanto se sabe hoje sobre pedagogia, psicologia ou educação, actualmente este conhecimento é muito mais vasto. Tão vasto que tendemos a instrumentalizar a forma como educamos as nossas crianças.

Olhamos para os nosso filhos e vemo-los como projectos pessoais. Queremos que sejam os melhores e sempre melhores que eles próprios, que estejam sempre a evoluir para que sejam bem sucedidos na vida. É normal, porque independentemente das nossas crenças, queremos o melhor para eles, porque os amamos. Mas esta forma de amar e de os tentar conduzir para o sucesso está a matar-lhes a infância. 
Não são poucas as vezes que ouvimos coisas do género:  "Quero que o Rui seja um óptimo engenheiro";  "Estou a fazer tudo para que a Ana seja a melhor professora que já leccionou";  "O que mais quero é que o André vença no mundo do trabalho como o melhor designer gráfico".
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