Avançar para o conteúdo principal

Liberdade de Expressão

O cliché "a tua liberdade acaba, quando a minha começa" não é só um cliché, é também uma verdade. 
Temos toda a liberdade do mundo se não invadirmos a dos outros. 
Secretário de Estado dos Transportes teve alguma razão quando sentiu que invadiam a sua liberdade impedindo-o de falar, mas esqueceu-se que estando a impor a sua palavra também estaria a invadir a liberdade de quem não o queria ouvir. Aconteceu com o Relvas, com o Passos, com o Gaspar, e continuará a acontecer com mais uns tantos membros deste Governo se não se decidirem pela demissão em massa. Apesar de tudo, o Relvas foi o mais esperto e já se demitiu. (Nunca pensei dizer esta frase "o Relvas foi o mais esperto...").
Estamos fartos de os ouvir. Já não conseguimos ouvir nem mais uma palavra do que tenham para nos dizer. 
Impondo-a, impondo-se, estão a invadir a nossa liberdade de não os querermos ouvir. E aí, nós violamos a liberdade deles, impedindo-os de falar. Será assim tão difícil de entender? 
Não pode haver aqui lugar a ofensas ou amuos. Nós somos mais e não os queremos ouvir. Se estamos em democracia, a maioria deve prevalecer. 
Ou não?

Engraçado estar a falar nisto da liberdade de expressão, precisamente no dia em que apaguei um comentário, aqui no blogue, de que não gostei...
Pode parecer contraditório, posso parecer pouco credível quando defendo a liberdade de expressão e a democracia e apago um comentário de que não gostei, só porque não gostei da forma como vinha. Mas não é. Aqui, neste tasco, quem manda sou eu (temos pena mas é assim) por isso só publico os comentários que eu quiser.

Se o amigo anónimo, que escreveu o comentário que eu apaguei, não sabe, eu explico-lhe: aqui aceitam-se todos os tipos de comentários, por mais tramados que sejam, desde que não contenham má-educação e ofensas gratuitas. Podem ter palavrões, pontos de vista diferentes dos meus, críticas e até mesmo ofensas, desde que estas não sejam gratuitas e vindas do nada. Porquê? Porque este blogue é meu! E quem dita as regras neste cantinho minúsculo da blogosfera sou eu! 
Se o amigo anónimo que aqui poisou, não gostou do que leu, há imensos outros blogues por aí, que com certeza o agradarão mais, é só clicar ali em cima, onde diz "blogue seguinte" e sair da área. Se, por outro lado, não gostou do que leu e quer mostrar esse descontentamento, pode comentar, mas COM EDUCAÇÃO. Claro que arriscar-se-á sempre a que, quando passar aqui pela censura, eu, ditadora-mor, o apague. É um risco que pode (ou não) correr, conforme o que achar mais indicado. Afinal estamos em democracia! 

Ou não?

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…