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Assinaturas Ilegíveis

O meu filho não assina nada na minha (ou na do pai) ausência!

Se já estivesse no 4º ano e tivesse exames para fazer, precedidos da obrigatoriedade de assinar fosse qual fosse a declaração de responsabilidade sob compromisso de honra, o meu filho não assinaria.
Se eu e o pai somos os responsáveis legais pelos seus actos, nós é que teríamos que assinar. Que enviassem, na véspera, o documento para casa, que nos chamassem antes da entrada para o exame, ou fizessem o que bem entendessem, mas ele não assinaria nada.
Compromisso de honra? Mas que raio de coisa é essa? Estão parvos, ou quê?
Agora tratam-se as crianças como se fossem criminosas? Pressupõe-se à partida que vão enganar? E têm que jurar que não vão fazer batota? São estes os pressupostos de uma autoridade que se diz educativa? Não me lixem!

Se querem ter esses cuidados todos, impeçam os alunos de entrarem na sala com algo mais do que uma caneta. Agora não façam as crianças assinarem um papel a declarar que se responsabilizam, sob compromisso de honra, que não têm telemóveis, outros aparelhos de comunicação com elas, ou outra patacoada qualquer, porque elas não têm responsabilidade nenhuma nisso, quem tem somos nós, os pais e/ou encarregados de educação. 
Se o meu filho, para o ano que vem, andar de telemóvel atrás, sou mulherzinha suficiente para o impedir de o levar para o exame. Porque concordo que não se os devam levar para os exames, e só por isso. Estou-me bem a cagar para compromissos de honra da treta ou declarações de responsabilidade, educo-o para ser responsável, e a responsabilidade está em fazer o exame sem copiar ou fazer batota, dando a testar os seus reais conhecimentos da matéria. 
Claro que não descarto a hipótese de ele tentar, por meios ilícitos, ter boa nota, mas se o fizer, também o ensino que terá de arcar com as consequências, que poderão ser ter o exame anulado ou ser impedido de o realizar.

Isto sim é responsabilidade!

(A propósito DISTO)

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