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Vou Começar a Babar-me. FUJAM!!!!

Contei à minha mãe, em frente ao J., o estado de stress em que me encontrava. Contei-lhe que hoje me senti mal, que toda eu tremia, que o coração estava tão acelerado que pensei que me ia dar um "treco", que até cheguei a ver estrelinhas (literalmente), que andava a dormir uma média de três horas por noite e que estava mesmo muito cansada. O J. , que foi ouvindo o que eu dizia, saiu-se com esta:
- Mãe, tu hoje não fazes mais nada! Deixa que eu descongelo o jantar. Pensas que eu não sei? Eu sei muito bem! Diz-me só quantos minutos são!
- Eh, J., não é preciso.
- Não, a sério, quantos minutos são?
- Deixa lá isso. Depois vemos. Mas obrigada!

Estávamos os dois (eu e o J.) a ver o programa Vale Tudo, que ele tinha gravado no domingo, e ele diz-me:
- Mãe, eles estão todos a rejeitar o coelhinho! Coitadinho! Já estive quase a chorar!
Eu, que ainda não tinha visto o coelho (pessoa mascarada de coelho cor-de-rosa), porque cheguei mais tarde ao pé da televisão, pergunto:
- Coelhinho, qual coelhinho?
Entra o coelho em cena.
- Este, vês? Olha, estão sempre a mandá-lo embora... Aquilo é uma pessoa que está lá dentro e ela tem sentimentos!
- Ó J., mas isto é tudo combinado... A pessoa já sabe que a vão mandar embora. Não fica triste. É só uma brincadeira! Não precisas de ficar, também tu, triste.
Lá se convenceu mais ou menos....  Até que aparece o coelho de novo e ele diz:
- Olha, estas duas senhoras já não o mandaram embora. Já são um bocado menos chatas!


Estão a ver a baba a escorrer? Não? Então devem estar com algum problema de visão, porque eu estou para aqui a babar-me aos litros!

É, ou não é, querido este meu bichinho? Hã?

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A sesta

Às vezes ainda sinto o cheiro do colchão forrado a plástico impermeável azul do infantário. Volto à sala dos quatro anos, onde, na semi-obscuridade, tento dormir.
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