Avançar para o conteúdo principal

Belém Art Fest

Este sábado fomos AQUI
Saltitámos de museu em museu, ouvimos música por aqui e por ali, andámos de Lancia, a minha mãe espreitou o workshop da Loreal... Enfim passámos uma noite bem agradável.

O J. ficou enfeitiçado com o fado. Quem diria, hã? 

No Museu dos Coches, era ele a ouvir a música e a abanar a cabecita "à fadista" e eu, a minha mãe e o pai, pacientemente à espera dele para nos irmos embora. 
Adorou a Teresinha Landeiro que, segundo ele, "tinha uma voz perfeita", e os Teamen (homens com um barril de água a ferver às costas que, por lá, andavam a vender chás Tetley) que lhe (me) venderam "o melhor chá que alguma vez bebeu na vida".

Nesta noite, ficou a saber:
- que há vários tipos de coches, até uns para as crianças; 
- que os nossos Reis eram um bocado feios; 
- que o retrato mais giro dos nossos Presidentes da República é o do Mário Soares, pintado pelo Júlio Pomar; 
- que o Cavaco já devia estar a dormir àquela hora e que tem um bar Heineken só para ele no jardim; 
- e que os nossos antepassados tinham umas pilinhas um bocado grandes (segundo as esculturas do Museu da Arqueologia).

Portanto, foi uma noite muito produtiva em termos culturais.

Mensagens populares deste blogue

O Espelho

Em pequena fui protectora das minorias, dos mal-tratados e dos ofendidos. Costumava juntar-me à mais gorda ou mais feia da turma, aquela menina com quem toda a gente gozava e com quem ninguém gostava de ser visto. Tratava melhor os que eram desprezados e tinha uma atenção especial para com quem levava mais reguadas. Ainda sou um bocado assim, porém não tanto, porque as pessoas  que eu considerava minorias me foram mostrando tantos lados das suas personalidades que deixei de as ver apenas como mal-tratadas, ofendidas e carentes de protecção. Percebi, ao longo dos anos, que somos muito mais do que aquilo que aparentamos. E ainda bem, digo-o hoje.
Olhando para trás, penso que talvez o fizesse por pena de as pessoas não terem as mesmas atenções que os outros, ditos populares, e como que para compensar os males que lhes faziam. 
Olhando depois para dentro de mim, penso que também agia daquela forma para desviar os olhares das minhas próprias fragilidades. Se eu protegesse outros, sentir-me…

Afectos e machismo

Temos um PR adorado pelos seus abraços e beijinhos;Temos um acórdão do Tribunal da Relação do Porto que cita a Bíblia para desculpar a violência doméstica exercida sobre uma mulher adúltera.

Proponho o seguinte exercício: - Imaginar que o PR era uma mulher que investia em abraços e beijinhos aos populares; - Imaginar que o acórdão desculpava a violência doméstica exercida sobre um homem adúltero.
Que resultado obteríamos deste exercício? Calculo que surgiria a teoria de que a PR seria uma promíscua, carente de afectos, ou que se estaria a "atirar" a todo homem que lhe aparecesse à frente...Calculo que o homem agredido seria achincalhado por permitir sofrer violência doméstica por parte de uma mulher e que, em simultâneo, seria perdoado do adultério, tanto por ter uma mulher violenta, quanto por ter "carne fraca"... Enquanto condicionarmos a nossa avaliação das situações pelos géneros dos intervenientes, estaremos sempre em desigualdade. Enquanto não conseguirmos separar c…