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Pontapés de Amor

Em conversa pré-sono:

-Então J., como vão os namoros? Há novidades?
-Há! 
-Conta, conta!
Voz baixinha, como se estivesse a contar um grande segredo:
-Pontapés!
-Pontapés?!
-Sim, a D. tentou dar-me pontapés!
-A sério?
-Sim. Aqueles pontapés de quem não os sabe dar. Olha! - destapa-se e levanta a perna devagarinho e a direito até mais ou menos à altura da cintura.
-Humm! E tu o que fizeste?
-Fugi, claro! E ela foi a correr atrás de mim. Está mesmo apaixonada, não está?
-Pois, deve estar... 
-Sabes, nem todos os pontapés querem dizer que as pessoas, que os dão, estão apaixonadas por nós? Quando te disse isso, estava a referir-me a um tipo específico de pontapés que certas meninas dão aos rapazes, quando estão apaixonadas.
-Sim, eu sei, mas a D. está apaixonada por mim. Além dos pontapés, ela já me disse que gostava de mim.
-É verdade, já me tinhas contado. E se ela te deu pontapés desses hoje, deve estar mesmo!

Imagem da Net

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Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
O pai tentou: -Detritos nasais!
Eu tentei: -Fluídos nasais secos!
As nossas tentativas não satisfizeram nenhum de nós três ...  O J. diz: -Temos que perguntar à Drª, como ela é médica deve saber ...
Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
Consultei a enciclopédia, o dicionário, procurei na net e ... nada, nem a mais pequena referência à designação científica para macacos do nariz ...

Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

As coisas em que este miúdo me põe a pensar ...

Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!


"Bom dia e as melhoras!"

IPO - 9h da manhã

Indicam-me a sala de espera da radiologia. Há uma televisão que vai distraindo as pessoas sentadas, alinhadas, de frente para ela.
Sento-me no sofá por baixo da televisão e de frente para os espectadores pouco atentos às notícias da manhã.
O ar que se respira nas salas de espera do IPO é sempre um pouco solene. Vive-se a incerteza e espera-se o desconhecido. O silêncio e as palavras ditas em murmúrios impregnam o ambiente de uma musicalidade suave. Como se fosse o som de fundo de uma floresta imergida na fatalidade perene.

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Faço o que me mandam e tiro o piercing do umbigo. Tiro o piercing do umbigo sempre que sou irradiada. Tenho a sensação que o metal do brinco pode projectar as radiações para lugares inusitados se não o fizer. Talvez seja uma crença o…

Marcadores #6

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