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O Silêncio de Miguel

Ai não? Alguém lhe tapou a boca? Alguém o mandou prender? Agarraram-no, quando se preparava para falar? Apontaram-lhe uma pistola à cabeça e ameaçaram-no se falasse? 

Nas imagens que vi, não aconteceu nada disso. Escapou-me alguma coisa?

As pessoas mostraram o seu desagrado? Falaram mais alto do que ele? Gritaram? Sim. 
Isso impediu-o de falar? Não! 
Ele podia ter falado, enquanto as pessoas gritavam, não podia? Só não falou, porque não quis. 
Se ele quisesse assim tanto falar, tinha falado, ou não? O barulho apenas poderia impedir que as pessoas o ouvissem. 

Está tanto no direito delas, não o quererem ouvir, como no dele, falar. Ou não? Ou o direito de ele falar é superior ao direito das pessoas de não o quererem ouvir? Ou o direito das pessoas expressarem a sua vontade de não o quererem ouvir é inferior ao dele de se querer fazer ouvir?
Em que é que ficamos? Hã?

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Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
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Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
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