Avançar para o conteúdo principal

Telenovelas

Em casa da avó a ver uma telenovela, cujo nome desconheço...

Cena um
Uma fulana coloca um líquido (veneno ou sonífero) na bebida de um fulano.

J.- É por isto que eu não me interesso muito por mulheres!
Avó - Por isto porquê?
J.- Elas envenenam os homens!
Avó, em defesa das mulheres - Não são só as mulheres que envenenam os homens. Os homens também envenenam as mulheres. São pessoas más, que podem ser homens ou mulheres!

Cena dois
Um homem fala ao telefone, deitado na cama com outro homem.

J.- Ele é homemsexual?
Avó - Homossexual. Sim, é!
J.- Ele está a fazer sexo com o outro homem?
Avó - Não, agora está a falar ao telefone!
J.- Mas ele está todo nu, só com o lençol por cima... Ele fez sexo com o outro homem?
Avó - Se calhar fez...
Mãe, em pensamento, quase implorando - Não perguntes como, não perguntes como, não perguntes como....

Cena três
Um homem e uma mulher estão aos beijos. Este é o fulano que foi envenenado/dopado pela fulana. Ele beija-a na boca e no pescoço, antes de cair para o lado.

J.- Agora é que eles vão namorar... Ele está a beijá-la no pescoço. Hi hi hi hi! Mãe, tu deste beijos no pescoço do pai?
Mãe, a medo - Sim...
Avó - Deu e dá. A tua mãe dá beijos ao pai no corpo todo.
Mãe, em pensamento, quase implorando - Não perguntes em que partes do corpo, não perguntes em que partes do corpo,  não perguntes em que partes do corpo...

Cena quatro
A telenovela acaba sem sabermos se o homem morreu ou não.

J.- Oh, porra! Porque é que isto acaba assim? Isto devia ser como os filmes para sabermos já o que acontece no final! 
Avó - Amanhã já se sabe. 
J.- Oh! Não gosto nada de só poder saber se ele morreu amanhã!
Avó - As telenovelas são mesmo assim para as pessoas terem sempre vontade de ver o próximo episódio.
J.- Bah!

Aviso: O consumo excessivo de telenovelas, dos filhos na companhia das avós, pode ser prejudicial à saúde das mães!

Comentários

  1. HAHAHAHAHAHAH!
    Delicioso... é o pânico das mães!

    ResponderEliminar
  2. Chama-se fina estampa e não, o homem não morreu :))

    ResponderEliminar
  3. Ahahahaha, mas a avó esteve à altura...

    Beijo enorme um bom natal e que no proximo ano consigas tudo o que quizeres

    ResponderEliminar
  4. hehehehehe... uma mãe em apuros com a conversa de gerações... mas também interessada em saber o final...






    da conversa... ... ...
    e no que ia sobrar para ela...!?!?

    bj...nho

    ResponderEliminar
  5. Ou então quando neto+avó estiverem junto, foge!

    Já agora, aproveito para desejar um FELIZ NATAL e um excelente 2013.
    beijinhos**

    ResponderEliminar
  6. rsrsrsrsrsrsrsrsrs
    Como eu compreendo este pânico!
    Como compreendo o pânico da minha filha quando os meus netos estão comigo, é que eu esqueço-me do meu "pânico" (passado)
    Abracinho meu!

    ResponderEliminar
  7. Morango Azul,
    Vou dizer ao J.! Obrigada!
    Bjs

    ResponderEliminar
  8. Felina,
    Esta avó está sempre a tramar-me! :))
    Bom Natal!
    Bjs

    ResponderEliminar
  9. Sérgio Figueiredo,
    Acaba sempre por sobrar para mim! :)))
    Bjs

    ResponderEliminar
  10. Tanita,
    Acho que é o que vou passar a fazer... deixar a batata quente nas mãos da avó! ;)
    Bjs

    ResponderEliminar
  11. Maria Teresa,
    Mas também é essa a função das avós, não é?
    Bjs

    ResponderEliminar
  12. Ai, ai este pequenote só me faz rir tão bom, acho que vi a cena um e a três ;)
    Beijinhos no <3 dos dois

    ResponderEliminar
  13. Mar,
    O miúdo é tão tramado quanto a avó!
    Eh eh eh eh!
    Bjs

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...

Mensagens populares deste blogue

Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
O pai tentou: -Detritos nasais!
Eu tentei: -Fluídos nasais secos!
As nossas tentativas não satisfizeram nenhum de nós três ...  O J. diz: -Temos que perguntar à Drª, como ela é médica deve saber ...
Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
Consultei a enciclopédia, o dicionário, procurei na net e ... nada, nem a mais pequena referência à designação científica para macacos do nariz ...

Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

As coisas em que este miúdo me põe a pensar ...

Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!


Grito

Há meses que não escrevo uma palavra. Quase como se estivesse de abstinência ou a fazer uma cura de desintoxicação.

Às vezes tenho ressacas. Dói-me o corpo e os dedos, sinto a cabeça cheia de palavras e frases, numa urgência de saírem por mim afora. O peito aperta-se-me e sinto-me prestes a explodir. Mas, depois, nada. Segue-se um vazio imenso, como se estivesse prestes a gritar: enchesse o peito de ar, abrisse a boca e dela apenas saísse silêncio. Um grito mudo. Um grito que nunca chega a sê-lo. E como que para me inebriar, afundo-me nos livros dos outros, nas palavras dos outros. À espera de ali encontrar as minhas. As minhas palavras que sucumbem ao vazio, que se calam.

Tenho saciado a fome de palavras, devorando livros, uns atrás dos outros. Como o alcoólico que bebe água a fingir que é vinho ou o fumador que masca pastilhas para distrair o desejo do cigarro, eu alimento-me de livros, enganando a vontade de escrever.

Caminho para a recuperação devagarinho. Este texto pode ser o in…

Os Porcos

Prezados leitores, começopor vos pedir desculpas, por este ser um post repleto de desprezo explícito, onde poderão encontrar palavras menos agradáveis e, até, portadoras de um certo azedume. O desprezo não será por vocês, claro, mas por uma espécie que me causa uma certa espécie. Devo informá-los que o post é propositadamente ofensivo, pois contém em si o nojo, de dimensões planetárias, que nutro por certos animais.
Feitos os necessários esclarecimentos, aqui vai:
O porco é um animal que me agrada pouco. Hoje em dia, já quase não faz parte da minha alimentação. Como-o, sem grande satisfação, se não tiver mais nada para comer e alguma fome.  Este animal roliço de quatro patas, nariz a imitar uma tomada eléctrica e cauda em forma de saca-rolhas  até é razoavelmente suportado por mim, especialmente, porque não me cruzo com ele todos os dias, e se me cruzasse, o máximo que o poderia ouvir dizer seriam uns " oic, oic" ou "ronc, ronc".

Pelo contrário, existe um outro ti…

Toiro "encrençado"

Hoje, gritei com o miúdo, coisa que não é hábito cá em casa.
O meu filho é touro de signo e, como um belo espécime do signo, às vezes "encrença". Fica a marrar nas traves e não sai dali até ficar com um belo galo na cabeça.

Já anda "encrençado" há algum tempo com uma questão lá da vida dele de pré-adolescente e, eu e o pai, temos tentado desviar-lhe a atenção das tábuas para coisas mais alegres, mas o miúdo é tramado e tem continuado a insistir em ficar ali a marrar, a marrar, como se não houvesse amanhã.

Hoje, passei-me e gritei-lhe até que abrisse os olhos. "Porra, pá, sai daí, não vês que só magoas a cabeça e não derrubas essa porcaria!", saiu-me. Abriu os olhos de espanto com a minha reacção e, finalmente, começou a pensar que aquela treta de marrar nas traves só dá dores de cabeça e não derruba nada.

De repente, pareceu que viu a luz. Começou a pensar, a pensar, a pensar tanto que quase se "encrençou" para um lado diferente: que realmente t…