Avançar para o conteúdo principal

Gatinho Zen?

Como sabem, o Gatossoa cá de casa sofre de Stress Felino, problema este que o tem martirizado com infecções urinárias consecutivas e que nos tem martirizado, a nós, com as suas asneiradas e os seus comportamentos agressivos. 
Para as infecções urinárias, a veterinária já optou por mudar a marca da ração-especial-de-corrida para uma mais cara, sem que isso alterasse alguma coisa. Quanto ao comportamento só melhorou, um bocadinho, quando ele veio para casa ainda sob o efeito da anestesia que lhe deram para conseguirem fazer-lhe uma eco. Nesse dia, o Gatossoa era um doce: não nos mordia nem arranhava e ronronava como um motorzinho em pleno funcionamento.
Sugeri à veterinária que lhe receitasse um dose pequena de anestesia, que ele tomasse todos os dias, para que conseguíssemos viver em paz. Claro que ela negou terminantemente tal solução. Mas teve uma ideia que, espero, talvez seja brilhante: mudar a ração-especial-de-corrida para as infecções urinárias, para outra ração-especial-de-corrida para o stress felino. 
O Gatossoa, a partir de ontem, começou a comer uma ração chamada Calm. A Calm é cara p'ra  caraças, mas se eu tiver que dar 52,80€ de dois em dois meses para viver sem arranhões, mordidelas e a casa alagada de urina mal cheirosa, eu pago, e pago com um sorriso nos lábios! 

Avé Calm!

Mensagens populares deste blogue

Facebook lovers

Chegam ao restaurante de mãos dadas como nos tempos em que ele ainda não tinha a barriguinha que lhe força os botões da camisa e ela as duas camadas de base em tonalidades diferentes que escondem os traços que o tempo lhe foi desenhando no rosto.
Ele afasta a cadeira para ela se sentar num gesto que reproduz o cavalheirismo dos filmes românticos de Hollywood. Ela senta-se com olhar meloso, encarnando a personagem feminina da trama, e ajeita a saia que lhe aperta as formas agora mais arredondadas.

Num silêncio premeditado, o frente-a-frente impõe-se. Afinal é dia dos namorados e o romantismo é a palavra de ordem.
O gesto automático tira o telemóvel do bolso da camisa dele que só acaba quando o objecto é pousado sobre a mesa. Está ansioso, mas não quer lhe notem a inquietação. Afinal, é só mais um dia dos namorados.

A voz sai-lhe tão melosa quanto o olhar que ela lhe dirige:
- Estás linda! - semicerra os olhos como que a comprovar a veracidade das suas palavras.
Aponta-lhe a objectiva …

Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
O pai tentou: -Detritos nasais!
Eu tentei: -Fluídos nasais secos!
As nossas tentativas não satisfizeram nenhum de nós três ...  O J. diz: -Temos que perguntar à Drª, como ela é médica deve saber ...
Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
Consultei a enciclopédia, o dicionário, procurei na net e ... nada, nem a mais pequena referência à designação científica para macacos do nariz ...

Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

As coisas em que este miúdo me põe a pensar ...

Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!


Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…

Voo da Paixão

Voámos alto, em noites gélidas que tornámos escaldantes. Voámos tão alto, que pude ver as estrelas e a Lua.
Mas o voo não é interminável e temos que pousar. Pousar para reabastecer, pousar para descansar e para voltar a voar... de novo... uma vez mais...
Quantas vezes o fizemos? Quantas vezes precisaremos de o voltar a fazer?

Se a paixão nos faz voar, o amor faz-nos pousar.