Avançar para o conteúdo principal

Dos Castigos

Já disse aqui que não gosto de castigos?
Acho que sim. No entanto, penso que nunca será demais repeti-lo: Não gosto de castigos!
Não gosto de castigos corporais, psicológicos, ou mistos! Não gosto de castigos na sua generalidade, pronto!

E detesto punições!
Por isso, ainda detesto mais castigos aplicados como forma de punições.
Não admito que se castiguem/punam as crianças por errarem. Errar faz parte da aprendizagem. Errar é a parte mais importante da aprendizagem. Quem não erra não aprende, decora. É do erro que nascem as dúvidas, e quem não tem dúvidas não tem interesse em aprender. Não se pode destruir o berço da curiosidade, do gosto de aprender. Se se o destrói, destrói-se também a capacidade de aprendizagem.

Quem utiliza os castigos para punir os erros, não sabe ensinar; não quer alunos, quer máquinas! O mal, aqui, não está em quem aprende, mas em quem ensina. Se seguirmos a mesma lógica de quem castiga o erro, seriam esses "professores" que deviam ser castigados, não os alunos.
Mas quem ensina devia ter a humildade de o admitir quando não sabe ensinar e querer aprender a fazê-lo bem, ou, pelo menos, melhor. Senão, talvez seja melhor dedicar-se a outra actividade, que não a de ensinar.
Só aprende quem está predisposto a isso. Essa predisposição, na maior parte das vezes, depende da arte de quem ensina, e essa arte vem de dentro do professor, vem do gosto por aquilo que ensina, que transmite, e cativa, aos seus aprendizes. Sem ela, não há ensino, há um debitar de conceitos vazios e monocórdicos.

Castigar o erro é matar, não só a curiosidade e o gosto de aprender, mas também a criatividade e a imaginação.
Tal como dizia Einstein "Imagination is more important than knowledge. Knowledge is limited. Imagination encircles the world." 

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…