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Dos Castigos

Já disse aqui que não gosto de castigos?
Acho que sim. No entanto, penso que nunca será demais repeti-lo: Não gosto de castigos!
Não gosto de castigos corporais, psicológicos, ou mistos! Não gosto de castigos na sua generalidade, pronto!

E detesto punições!
Por isso, ainda detesto mais castigos aplicados como forma de punições.
Não admito que se castiguem/punam as crianças por errarem. Errar faz parte da aprendizagem. Errar é a parte mais importante da aprendizagem. Quem não erra não aprende, decora. É do erro que nascem as dúvidas, e quem não tem dúvidas não tem interesse em aprender. Não se pode destruir o berço da curiosidade, do gosto de aprender. Se se o destrói, destrói-se também a capacidade de aprendizagem.

Quem utiliza os castigos para punir os erros, não sabe ensinar; não quer alunos, quer máquinas! O mal, aqui, não está em quem aprende, mas em quem ensina. Se seguirmos a mesma lógica de quem castiga o erro, seriam esses "professores" que deviam ser castigados, não os alunos.
Mas quem ensina devia ter a humildade de o admitir quando não sabe ensinar e querer aprender a fazê-lo bem, ou, pelo menos, melhor. Senão, talvez seja melhor dedicar-se a outra actividade, que não a de ensinar.
Só aprende quem está predisposto a isso. Essa predisposição, na maior parte das vezes, depende da arte de quem ensina, e essa arte vem de dentro do professor, vem do gosto por aquilo que ensina, que transmite, e cativa, aos seus aprendizes. Sem ela, não há ensino, há um debitar de conceitos vazios e monocórdicos.

Castigar o erro é matar, não só a curiosidade e o gosto de aprender, mas também a criatividade e a imaginação.
Tal como dizia Einstein "Imagination is more important than knowledge. Knowledge is limited. Imagination encircles the world." 

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