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Serei Anti-Social?

Não gosto do Halloween, precisamente da mesma maneira que não gosto do Carnaval. Não acho piada nenhuma às máscaras de bruxas ou de zombies, não gosto da tradição do "doce ou travessura", das partidas ou dos sustos.
Além de tudo isto, acho que não tem nada a ver connosco, portugueses, não faz parte da nossa tradição ou história cultural.

Também não gosto do Dia de Todos os Santos, apesar de ser nosso, do Pão por Deus, das viagens pelos prédios a tocar às campainhas, da quantidade de doces que as crianças juntam e comem neste dia.

Não gosto, pronto!

E não gosto que estranhos me batam à porta, mesmo que esses estranhos sejam crianças amorosas.
Por isso não a abro. Continuo a fazer valer a máxima, que se impinge às crianças, de não abrir a porta a estranhos.

Muito, mas muito raramente, abro a porta a quem não conheço, mesmo que me oiçam dentro de casa, mesmo quando pergunto do lado de dentro "quem é?", não abro. Não quero ver estranhos, não quero que  me vejam, não gosto que espreitem para dentro da minha casa ou que tentem invadir, nem que seja levemente, a minha privacidade.

Serei anti-social?

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