Avançar para o conteúdo principal

Serei Anti-Social?

Não gosto do Halloween, precisamente da mesma maneira que não gosto do Carnaval. Não acho piada nenhuma às máscaras de bruxas ou de zombies, não gosto da tradição do "doce ou travessura", das partidas ou dos sustos.
Além de tudo isto, acho que não tem nada a ver connosco, portugueses, não faz parte da nossa tradição ou história cultural.

Também não gosto do Dia de Todos os Santos, apesar de ser nosso, do Pão por Deus, das viagens pelos prédios a tocar às campainhas, da quantidade de doces que as crianças juntam e comem neste dia.

Não gosto, pronto!

E não gosto que estranhos me batam à porta, mesmo que esses estranhos sejam crianças amorosas.
Por isso não a abro. Continuo a fazer valer a máxima, que se impinge às crianças, de não abrir a porta a estranhos.

Muito, mas muito raramente, abro a porta a quem não conheço, mesmo que me oiçam dentro de casa, mesmo quando pergunto do lado de dentro "quem é?", não abro. Não quero ver estranhos, não quero que  me vejam, não gosto que espreitem para dentro da minha casa ou que tentem invadir, nem que seja levemente, a minha privacidade.

Serei anti-social?

Comentários

  1. Não, eu sou como tu. Ou melhor, se o és, eu também sou.
    Apesar de que nas escolas não deixa de ser uma actividade engraçada e bastante colorida; se devidamente contextualizada, os miúdos aprendem enquanto gostam.

    ResponderEliminar
  2. Não...!! não é anti-social...!!

    mas em primeiro faço uma pergunta:
    posso entrar neste teu espaço, no teu Blogue...??
    é que apesar de público, não deixa de ser pessoal.

    também não sou fã deste dia que hoje se celebra mas diga-se, a propósito, que para o ano e até 2018 já não se celebrará. foi extinto pelo nosso governo... upsss.

    a nossa privacidade é um bem que não partilhamos com ninguém. se o fizermos é com consentimento próprio logo, continuo a dizer... não és anti-social...!!
    do que não gostamos, gostam outros e vice-versa. por enquanto temos essa liberdade...

    até

    ResponderEliminar
  3. Não é nada anti-social.
    Aqui na aldeia costumam pedir o "pão por Deus", eu deixei as persianas corridas, estive no sótão e nas traseiras, ninguém bateu no portão, não me senti mal com isso, pelo contrário.
    Também não gosto de Carnaval (gostava de ir aos bailes em casas privadas e na Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências) até há dois anos mascarava-me, mas não ia para a rua, era uma brincadeira privada com os meus netos, actualmente, eles também não acham muita graça.
    Sou gregária mas também gosto muito da minha privacidade, cada vez mais.
    Abracinho meu!

    ResponderEliminar
  4. Sérgio Figueiredo,

    Claro que sim! Eu aqui só publico aquilo que quero, só partilho o que me apetece, por muito íntimo que seja!

    Quanto ao feriado que desaparece, claro que não concordo. Lá porque eu não gosto de brincar ao Pão por Deus, acho que quem gosta tem todo o direito de continuar a brincar.

    Sublinho: AINDA BEM QUE TEMOS ESSA LIBERDADE!
    Espero que nunca a percamos!

    ;)

    ResponderEliminar
  5. Pseudo,
    Provavelmente, somos duas! ;)

    Nas escolas, podiam explicar a história da tradição do Pão por Deus. Acho que seria tão divertido, quanto o Halloween e mais instrutivo.

    Bjs

    ResponderEliminar
  6. Maria Teresa,

    Mas a mim bateram-se à porta, e mais do que uma vez!
    Não abri, claro!

    O meu filho detesta o Halloween! Não gosta das máscaras, mas não fui eu que lhe incuti este ódio. Juro que não!

    Bjs

    ResponderEliminar
  7. Não me parece...nós ontem desligámos a campaínha...:S

    ResponderEliminar
  8. Avogi,
    Plaf!!!(aqui estão os cinco!)
    ;)
    Bjs

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…