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A Estúpida Ideia Do Secretismo Da Informação

Trabalho neste país há 15 anos. 
Nestes 15 anos, saltitei por vários empregos, mas em todos eles encontrei um denominador comum: A ESTÚPIDA IDEIA DO SECRETISMO DA INFORMAÇÃO.
Muitos trabalhadores guardam uma grande quantidade de informação só para si, retêm-na e não a partilham propositadamente para se sentirem em vantagem relativamente aos colegas. Têm medo de serem ultrapassados pelos outros. Pensam que se partilharem aquilo que sabem, os colegas vão singrar mais do que eles, vão ser promovidos e vão tornar-se mais importantes aos olhos dos chefes. E estancam a informação. De tal modo, que acabam por comprometer toda a dinâmica da empresa onde trabalham, porque esta passa a ser mais lenta, e cheia de defeitos e lacunas.

Normalmente, estes trabalhadores também não perguntam nada aos colegas. Fingem que sabem e que conseguem fazer tudo sozinhos. Porque são muito competentes. E são tão competentes que só fazem porcaria. E escondem a porcaria debaixo do tapete. Vão varrendo, diariamente, as asneiras, que podiam ter sido evitadas se tivessem a humildade de perguntar aquilo que não sabem, para debaixo de um tapete enorme. 
Um dia, é necessário tirar o tapete para limpar o chão, e descobre-se um acumulado de porcarias apinhadas, bolorentas e irremediavelmente estragadas. Quando isto acontece, eles arranjam, à pressa, um bode expiatório: o colega do lado a quem eles não quiseram fornecer a informação solicitada, ou o outro colega do lado que não lhes disse aquilo que eles não lhe quiseram deliberadamente perguntar, porque já sabiam tudo.
Ardilosamente, conseguem centrar o problema na procura de um culpado, que nunca são eles e são sempre todos os que os rodeiam. Desviam a atenção do mais importante, a resolução do problema. Baralham toda a gente e conseguem fazer com que a empresa, em peso, passe a andar de rabo para o ar à procura do sacana do culpado, em vez de resolver a questão, melhorar a dinâmica previamente, por eles, sabotada e produzir mais e melhor.

Enfim, assim é Portugal!

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Por entre livros e árvores

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Incrivelmente este supermercado tem um sofá para quem vê livros. Confesso que sou uma parasita das livrarias, daquelas que lêem muitos pedaços de literatura e raramente compram alguma coisa. Namoro livros durante meses, às vezes anos e só os compro quando já se criou uma certa intimidade entre mim e eles, ou entre mim e os seus autores.
Também compro por impulso, mas é mais raro agora que tenho menos dinheiro para consumismos.

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