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Peixeirada

Duas senhoras, no comboio, falam de peixes.
Uma diz:
- Eu gosto muito de pescada cozida ou frita.
A outra responde:
- Eu prefiro dourada!
- Mas a dourada, normalmente, é de aviário...
- Pois, normalmente é, mas mesmo assim eu gosto mais do que da pescada.

Eu, que nada mais tinha para fazer senão esperar que o comboio parasse para sair, comecei a imaginar as douradas, apoiadas nas barbatanas traseiras a depenicar milho e a cacarejar...

- Cócórócócó!!!! Cócórócócó!!!!

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O Pintas

Estudei Gestão Equina numa terra no centro de Portugal.
A escola dividia-se entre uma antiga escola, no centro da aldeia, convertida em internato masculino e salas de aulas e uma herdade a uns setecentos ou oitocentos metros já quase fora da localidade.
Os alunos tinham aulas ora na escola, ora na herdade e seguiam geralmente a pé de um lado para o outro.
Um dia, o Pintas apareceu por lá (já não me lembro bem onde o encontrámos pela primeira vez), um cão talvez arraçado de dálmata, pois era branco com pintas negras.
Deram-lhe o nome de "Pintas", mas havia quem o chamasse de "Beethoven". Na verdade, podiam chamá-lo como quisessem que o cão reconhecia quando a conversa era com ele.
O Pintas fazia o caminho herdade/escola e escola/herdade vezes sem conta. Penso que a intenção era acompanhar os seus amigos preferidos no caminho que separava as duas instalações escolares... Seguia a nosso lado como se fosse mais um aluno. Deixava-nos na herdade e seguia de novo para a …