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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2012

Pequenos Reis

Os pequenos Reis são Reis sem que a maioria dos pais se aperceba. Eles mandam e desmandam nos progenitores, impõem regras, controlam a vida de toda a gente, no silêncio da sua candura de criança.  Os pequenos Reis são perigosos, pois muitos são ditadores. Ditam o tempo, o espaço e os movimentos de toda a família.
"O menino quer...", o menino tem! "O menino precisa...", o menino tem! "O menino não quer...", o menino não come, não veste, não vai... Quer tudo e não quer nada. O menino tem quereres, antes mesmo, de saber o que é isso de querer alguma coisa.

Assim se vão formando crianças sem a mínima resistência à frustração e, pais marionetas, que vivem manipulados por uns serezinhos que dificilmente se virão a tornar em verdadeiros seres, a não ser que a vida lhes proporcione a aprendizagem que os pais lhes negaram. Aprendizagem esta, que quando oferecida pela vida, é muito mais dolorosa e muito mais "à bruta".

A imaturidade relativamente à frust…

Noite Japonesa

Esta noite, cá em casa:
Comemos sushi, bebemos chá, descalços e no chão.
(A técnica do piolho a usar os pauzinhos).
Jogámos Mikado.
Ouvimos música japonesa.
E no final, ainda tive direito a uma massagem nas costas... ビバ日本 (Diz o Google que isto quer dizer "viva o Japão!")

Namoros e blogues

Em conversa pré-sono... -Mãe, como convenceste o pai a namorar contigo? -Convencer o pai?! Eu não convenci o pai, ele começou a namorar comigo porque quis! -Mas como começou?  -Encontrávamo-nos várias vezes, conversávamos e depois começámos a namorar. -Sim, mas como foi? Deram beijinhos? -Sim, demos. -Onde? Na boca? O primeiro beijo que deram foi na boca?  -Não, o primeiro não foi na boca. -Mas depois deram na boca? (cara de malandro). -Demos! -Onde deram o primeiro beijinho na boca? -Onde como? Em que sítio estávamos? -Sim. -Eh pá! Com essa é que me lixaste! Não me lembro. Acho que foi na minha casa... -Não te lembras?! Já foi há muito tempo, não foi? Há quanto tempo namoram? -Há 17 anos. -Pois, há 17 anos que aturas o pai, não é? -Sim e ele atura-me a mim? Hummm, como sabes isso? -Estive a ler o My Baby no blogue! -Estiveste????? (cara de pânico) -Estive, mas depois tu chegaste e disseste "J., o que é que estás a ver?" e não me deixaste ler o resto.
Está-me cá a parecer que vou ter que …

Mil e Uma Perguntas

Numa curta viagem de carro até Lisboa...
- Mãe, onde fica a aldeia global? - Não fica em lado nenhum. Não é uma aldeia real. (Tudo o que lhe vou dizendo vai-me parecendo estranho). "Aldeia global" quer dizer que o mundo é pequeno e que é possível comunicarmos uns com os outros e estarmos mais próximos, apesar de fisicamente estarmos longe uns dos outros. É conhecermos uma grande variedade de coisas, como culturas de outros países, modos de vida e comidas diferentes, sem sairmos do nosso país ou da nossa casa.  Percebeste? - Mais ou menos...
Uns minutos, poucos, depois... - Mãe, quem inventou os carros? - Humm, não sei! Os carros foram evoluindo ao longo dos anos...
Após uns breves segundos... -Mãe, e os cigarros? -Também não sei! -Como não sabes estas coisas?! -Eu não sei tudo! (Defendo-me)
Após um brevíssimo silêncio... -Mãe, e o telefone? "Porra, esta eu sabia... Ele tem um nome parecido com telefone em inglês... mas como é que o raio do homem se chamava?"- pens…

Domingos

Detesto ainda mais os domingos do que as segundas-feiras. Os domingos trazem-me sempre uma mensagem atroz: Atiram-me à cara que não soube aproveitar o fim-de-semana e que tenho pela frente mais cinco dias de espera pelo próximo, que também não vou saber aproveitar...
Esta espera pela liberdade por eles concedida, nunca é devidamente recompensada. Por culpa minha, claro,! Porque eu não os sei aproveitar como deve ser: nunca estou com o meu filho o tempo que desejaria; nunca faço aquilo que nos dá prazer aos dois; porque há sempre quaisquer coisinhas que deixo para fazer nestes dias que nos rouba o tempo ou a disposição.
Depois fico a sentir-me pessimamente. Sinto-me má mãe, incompleta, vazia, cheia de remorsos... Quero o meu filho mais próximo, falar com ele, brincar, dar-lhe atenção, aninhá-lo em mim...


Seguidamente, vem a malfadada segunda-feira, que nos cansa e nos leva todo o tempo possível para fazer alguma coisa de jeito. 


E assim por diante até ao próximo fim-de-semana, que é sempre…

My Baby

My Baby faz hoje 34 anos. Há precisamente metade da sua vida, 17 anos, que me atura. É dose, hã?! Só por isso já merecia uma medalha de mérito, não?

My Baby é dos homens mais íntegros, originais e cheios de sentido de humor que conheço, e não é por ser o meu homem que digo isto, é por ser verdade! Se houve tempos em que me imaginei com outros homens, que houve, não sou santinha nenhuma, hoje, nem sequer consigo imaginar. Os outros homens, além de não me atraírem minimamente, porque encontro sempre algo neles que não faz sentido, aborrecem-me. Verdade, verdadinha!
Ao longo destes 17 anos, habituei-me a ter uma relação cheia de sentido de humor e a falta dele perturba-me, e muito!
A maioria dos homens são uns caretas! A maioria dos homens, tal como a maioria das mulheres, verdade seja dita, pertencem a um modelo standard e o modelo standard é aborrecido. Falta-lhe imaginação, originalidade, criatividade e sentido de humor.
Conheço algumas pessoas, não muitas, mas algumas, que são artis…

Sombra

Ando, muitas vezes, vezes demais, com a sombra à minha frente. Persigo-a numa viagem sem fim, ou com o fim errado. Ela diz-me sempre, ou quase sempre, " não é por aí o caminho!" e insiste "volta para trás, tens que seguir em direcção ao sol". Ignoro-a. Finjo não a ouvir e continuo em frente, numa quase abstracção consciente. Penso "é a minha obrigação, tem que ser!".  Voltar para trás, assim em direcção ao sol, sem saber o caminho certo a seguir, parece-me loucura, loucura talvez mais sadia do que a abstracção consciente a que me prendo, mas mesmo assim loucura...
Todos os dias, persigo a minha sombra. Não deveria ser ela a perseguir-me? Sou quase sombra da minha própria sombra... Penso "o que é estou aqui a fazer?", "para onde me levam estas passadas?" e a resposta não é mais do que um longo e ruidoso silêncio...
Hei-de ouvir o que a sombra me diz... No dia em que me decidir a fazê-lo, inverterei a marcha e caminharei... Talvez de ol…

Esqueci-me...

Eh pá, esqueci-me da Bimby! 
Uma falha imperdoável...  Ali em baixo no Modas!
Vou já chicotear-me violentamente!

Sopro no Coração

Hoje, a veterinária foi ver a égua.
Parece que o motivo do estado dela actual é um sopro no coração.  Vamos tentar engordá-la mudando a ração para uma mais fácil de digerir, dando feno de melhor qualidade, em vez de palha, e dando probióticos para uma melhor absorção dos alimentos pelo intestino. Vai fazer, também, um tratamento para tirar areia que possa ter engolido e ter-se depositado no estômago e intestinos, pois como o piso do local onde ela está é de areia, quando come ingere sempre um pouco juntamente com a comida.   Os membros? Os membros estão cheios de artroses, mas a veterinária não acha que sejam motivo de grande sofrimento, porque ela se movimenta relativamente bem.  Logo se vê como vai progredir o estado da minha velhota!

Modas

Hoje, é moda:

- Ter-se um ipad;
- Ter-se um iphone;
- Usarem-se unhas de gel;
- Usarem-se calções muito curtinhos;
- Lerem-se livros de auto-ajuda;
- Publicarem-se frases piegas no facebook;
- Publicarem-se fotos, nas várias redes sociais, com Instagram;
- Ir aos saldos;
- Gostar-se da música "Anda comigo ver os aviões"; 


Já não tenho pachorra para modas! Provavelmente, estou a ficar velha!

Da Mentalidade Deveras Trabalhadora

Coisa engraçada, já trabalhei em inúmeros sítios e, em todos eles, havia sempre aqueles trabalhadores exemplares que ficavam no local de trabalho para lá do seu horário de serviço... Mais engraçado ainda, é que a maior parte deles, ficava lá a ler o jornal, a jogar computador ou na conversa, e a trabalhar muito pouco.

Cheguei a ter um colega que entrava ao serviço uma hora antes só para ler o jornal. Durante aquela horinha não fazia nada, a não ser ler o seu jornalzinho... Mas claro que picava o ponto logo que chegava e, ao fim do dia, também ficava mais um bocadinho para ler as notícias na Net. No fim do ano, estes bocadinhos de leitura de jornal e surf na Net renderam-lhe nada mais, nada menos, do que mais 4 dias de férias!
E o que me parece mais grave é os chefes apreciarem este tipo de trabalhadores, dos que ficam sempre mais um bocadinho, a fazer o quê não importa!
Tanto estes trabalhadores dedicados, como os seus chefes vangloriam-se de não terem vida própria e de se dedicarem u…

Anda cá!

Tenho saudades tuas!  Tu aí e eu aqui não tem sentido. Sei que esta foi uma decisão "conjunta" apesar de mais tua do que minha. Porque quem vai é quem tem que decidir, porque a escolha está sempre do lado daquele que parte, porque a vida é tua, a profissão é tua e porque eu não quis influenciar-te. Não quero influenciar-te. Mas fazes-me falta, porra! Fazes-me muita falta! E ver-te aí, tão longe, mas ao mesmo tempo tão perto, custa.  O ecrã que nos separa dá-me a falsa ideia de que estás aqui, a uma mentirosa curta distância. Não te posso tocar, abraçar, beijar, apesar de estares aí do outro lado e eu conseguir ver-te e ouvir-te... Quero-te mais perto, tão perto que te possa sentir o cheiro, enrolar-me em ti, inspeccionar cada milímetro do teu corpo, sentir o vento das tuas palavras nos meu pescoço e o calor das tuas mãos na minha pele...
Anda cá, menino, vamos sonhar, lado a lado, o mesmo sonho!

Revolta Enjaulada

Aviso: Aviso já que este post tem muitos palavrões. Talvez seja melhor os mais sensíveis ficarem por aqui, e não lerem o resto!
A minha égua está a morrer! É velha, eu sei, mas a culpa de ela estar como está é minha! 
Sou uma covarde! Sou uma tremenda de uma covarde e, como tal, decidi enjaular-me para não ter que enfrentar a vida! Tenho andado todos estes anos (muitos anos) a saltitar de jaula em jaula, de trabalho em trabalho, para fugir ao meu verdadeiro amor: os cavalos!  Trabalhei muito tempo com cavalos, a minha mais pura e verdadeira paixão em termos profissionais, mas desisti porque detesto as pessoas que lidam com eles neste país. Detesto o estilo delas, as técnicas empregadas, os objectivos, as filosofias, tudo! Decidi afastar-me, em vez de tentar mudar alguma coisa na equitação. Fechei-me em escritórios, lojas, museus, o caralho... Porque sou uma covarde de merda, retirei-me da cena para não ter que assistir aos constantes maus-tratos aos animais que abundam por aí! Mas nã…

Selo Gentilmente Oferecido pela Benny

A querida Benedita ofereceu-me este selo, que me faz sentir muito lisonjeada e, aderir, sem pensar duas vezes,  ao desafio, que traz sempre água no bico, e nos "obriga" a verbalizar aquilo que só quem nos conhece pessoalmente sabe.
Porque eu sou uma chata por natureza e gosto de perverter um bocadinho (vá lá, só um bocadinho!) estes desafios, vou dar umas respostas não tão certinhas quanto o desejável, ok?
Aqui, deve-se responder a algumas curiosidades sobre nós e indicar 15 blogues a quem oferecemos o selo. 
Vamos nessa, Vanessa?!


CURIOSIDADES


1- Um sonho realizado: Estar aqui depois de 6 anos passados sobre um cancro. (Pronto, esta foi séria!)


2- Um sonho por realizar: Ver o meu filho velhinho, velhinho! (Pronto, esta também! A próxima é que é a achincalhar a questão! Ou talvez não...)

3- O que adoro fazer em casa: Nada! (Verdade, verdadinha, o dolce fare niente é comigo!)
4- O que odeio fazer em casa: Tudo o que esteja relacionado com tarefas doméstica, especialmente estender rou…

O Bode-Come-Relvas

Num destes dias de Verão, o português abriu uma pestana, devagarinho, a medo, mas abriu. Uma pestana apenas, mas aberta.  Com a pestana aberta, uma apenas, só viu Relvas em seu redor. O estado da educação era Relvas; a contra-informação era Relvas; a corrupção era Relvas; a Troika era Relvas; o desemprego era Relvas...  E assim por diante... Relvas, Relvas, Relvas por tudo o que era lado! O português, que não é parvo nenhum, toca de pôr o bode, o expiatório, a pastar...

Se virem algum bode por aí a engordar desmesuradamente, não se enganem, porque é o expiatório, com certeza! É que, com tantas Relvas, não há dieta de bode que se aguente! 

Entretanto, eu vou ficar aqui quietinha, e a rezar silenciosamente, para que a outra pestana também se abra... ou que, contrariamente às minhas preces, se fechem as duas para sempre...
-Avoooó, como é que se reza?????

O Sabonete de Morango do Pai

Em conversa pré-sono, falando das minhas picadas de melgas...
Eu- Tenho tanta comichão! Ai, ai, ai, como me alivia quando coço! Ufa, que alívio! Tu não tens mordidas nenhumas? No sábado, elas só me picaram a mim? J.- Não, não tenho. Se calhar foi porque estava todo sujo... Eu - Pois, e eu tinha tomado banhinho antes... Cheirava muito bem e elas desataram a morder-me... J.- Eu estava cheio de pó e elas não queriam nada comigo... Eu - Olha que deve ter sido mesmo por isso... Sabes que os cavalos se espojam no chão para ficarem cheios de pó e não serem picados pelos insectos? J.- Não! Então foi por isso que não me picaram e picaram-te a ti, que cheiravas bem. Eu - Sabias que há uns tempos atrás, o pai..... J.- Sim, eu sei, ele usava um sabonete que cheirava a morango e as melgas picavam-no todo! Eu- Raios, estou a ficar velha... Já estou sempre a contar as mesmas histórias! J.- Ah ah ah ah!!! Pois estás! Eu - Ai estou?  J.- Estás! Ah ah ah ah!!! Eu - Mas, olha, sabias que o pai, há uns …

A Escolha de Sofia

Parece que o dente de ouro desta menina gerou muita polémica. Gostava de saber porque é que ela ter um dente de ouro incomoda tanta gente. Mas sinceramente não consigo perceber...  Qual é o problema do dente? É ser feio? É ser de ouro?  
Pessoalmente, eu não punha um dente destes. Primeiro, porque não tenho tantos dentes, e saudáveis, quantos ela. Segundo, porque não acho bonito. Terceiro, porque não gosto nada de coisas de ouro. Quarto, porque não tenho dinheiro para comprar um, ou mesmo que não fosse muito caro, não gastaria dinheiro em jóias. Apesar de não estar nos meus planos arranjar um dente de ouro como o dela, não consigo ver onde está o problema de ela gostar e ter arranjado um.
Como ela diz AQUI, "Em vez de ter uns brincos, que eu não uso brincos, tenho um dente de ouro. É um acessório." Há algum problema nisso?  O corpo é dela e ela enfeita-o como bem entender! Ou não?
Se fosse um colar da Cartier, daqueles pirosos e cheios de diamantes,ou uma malinha da Louis Vuit…

Que saudades!

Foi tão bom voltar a abraçar esse teu corpo pequenino, agora um pouco maior, sentir o teu cheirinho adocicado, essas tuas mãos pequeninas, e cheias de cuidado, a ajeitarem-me o cabelo. Foi tão bom saber que agora estás de novo em casa, e que vou poder espreitar-te à noite, tapar-te, aconchegar-te... Estás mais gordinho, maior, bonito.
Que saudades, meu amor!

Conversas

Sempre acreditei que valia a pena conversar com todo o tipo de gente, mesmo com aquelas pessoas que são completamente diferentes de nós, que defendem ideias opostas, que acreditam naquilo em que nós duvidamos.
Ultimamente, começo a duvidar se esta minha convicção não estará errada...  Deparo-me com gente tão fechada, mas tão fechada no seu mundinho, que por mais que me esforce, nunca vou sequer chegar a ser ouvida, quanto mais entendida...
Sim, sou um tanto ou quanto ingénua!

Tabuleiros

Um certo Centro Comercial de Lisboa anda a fazer, na zona da restauração, uma campanha de sensibilização para as pessoas arrumarem os tabuleiros nos carrinhos, em vez de os deixarem em cima das mesas.
Aqui a tontinha, nas primeiras vezes que leu nos autocolantes que estão colados nas mesas "coloque o tabuleiro no sítio certo", foi, toda contentinha, pôr o dito cujo no carrinho, a pensar "vamos lá ajudar este pessoal a deixar isto mais arrumadinho, afinal não custa nada!".
Hoje, a tontinha começou a raciocinar...  O quê, vou dar motivos à administração deste Centro Comercial para despedir metade do pessoal que faz este serviço?! Nem pensar! Ok, não é um trabalho muito aliciante! Ok, não deve ser o sonho de nenhuma destas pessoas! Mas porra, é o trabalho delas, é o trabalho que elas têm neste momento! Nem pensem que vou contribuir para aumentar a taxa de desemprego, neste país! 
O sítio certo do tabuleiro é precisamente aqui, em cima do autocolante! Vão-se lixar!

A CP Anda a Gozar Com a Tropa!

Ah pois anda!... Ele é greves sem serviços mínimos ou transportes alternativos, ele é supressão de comboios sem qualquer explicação, ele é atrasos sem se saber porquê, ele é, todos os dias, "pedimos a vossa compreensão pelos incómodos causados..."
Compreensão, o cara#$&/!!!!!


PS. Desculpem a descida de nível, mas às vezes não há nível que aguente!

A Bia

Este blogue é pequenino, pois é, mas tem alguns visitantes, não muitos mais alguns, e os visitantes, deste cantinho da blogosfera, são maioritariamente gente boa, por isso vou-vos apresentar a Bia, que está mesmo aqui ao lado no blogue Quadripoaridades e precisa da vossa/nossa ajuda.
Vamos lá ajudar como pudermos?!

Peixeirada

Duas senhoras, no comboio, falam de peixes. Uma diz: - Eu gosto muito de pescada cozida ou frita. A outra responde: - Eu prefiro dourada! - Mas a dourada, normalmente, é de aviário... - Pois, normalmente é, mas mesmo assim eu gosto mais do que da pescada.
Eu, que nada mais tinha para fazer senão esperar que o comboio parasse para sair, comecei a imaginar as douradas, apoiadas nas barbatanas traseiras a depenicar milho e a cacarejar...

- Cócórócócó!!!! Cócórócócó!!!!

O Rei Na Barriga

As pessoas que agem como se tivessem o rei na barriga são fascinantes! Passeiam-no de dorso projectado para a frente, como se dissessem a cada um que encontram à esquina, "cuidado, afasta-te, que eu tenho aqui o rei!". Atiram frases toscas como se estivessem a fazer tiro ao alvo, e o alvo são os outros... "Pum! Já matei mais um!", "Pum, pum! Anda cá que já te apanho, seu alvo mexerico!" São tão ridículas que chegamos a ficar com pena delas. E pena não é um sentimento louvável...
Donas da verdade e de toda a razão do mundo, vão troçando com quem ousa pisar o seu caminho, porque são elas que transportam o rei nas suas reais barrigas. Barrigas balofas, anafadas, inchadas e, no entanto tão vazias... Vazias de sabedoria genuína, porque a pretensão a engoliu. O rei, que julgam possuir, comeu-lhes a sabedoria que alguma vez tiveram. E agora, é apenas o ar que lhes insufla as barrigas ocas.
Tanto ar, tanto ar, que flutuam nos seus devaneios... Voam alto, mas cae…