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Namoradas

-Mãe, o pai já teve outra namorada antes de ti?
-Já! E tu já tens alguma namorada? - aproveitei a deixa para sondar a vida amorosa do meu filho.
-Não!
-Porquê? Não queres ou não gostas de nenhuma menina lá da escola?
-Eu quero, mas não gosto de nenhuma.
-E não há nenhuma que goste de ti?
-Há, a S., mas eu não gosto dela.
-Porquê?
-Ela não é muito esperta e está sempre "do contra".
-Está sempre "do contra"? Porquê?
-Não sei, mas não é muito bom por causa da política!
-Da política? Mas vocês falam de política????
-Não, mas quando formos maiores vamos falar, porque ela vai ter que deixar de pensar só em pulseirinhas da Pandora e nessas coisas. E, quando falarmos de política, não é bom ela estar sempre "do contra"!

OK!

Comentários

  1. Ahahahahah, oh o teu filho é o máximo!
    Homem decidido e já com bastante perspicácia sobre as mulheres e o futuro!
    Adorável :)

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  2. Ahahahahah pois a primeira dama deve apoiar as ideias do companheiro... pois está claro... ahahahah

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  3. ahahah Mas que criança precoce!

    ResponderEliminar
  4. Que partilha tão boa de ser ler:) sorri mt ao ler:)...os miúdos já parecem uns adultos a conversar e é tão bom :))) beijinhos

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  5. Está-me cá a parecer que ele é por um regime totalitário. :)
    Na volta, estou eu aqui cheia de ideias democráticas e estou mas é a criar um futuro ditador!
    Medo, medo!!!!!!
    :))))))

    ResponderEliminar

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Estamos a matar a infância das nossas crianças!

Se há cerca de vinte, trinta anos, não se sabia tanto quanto se sabe hoje sobre pedagogia, psicologia ou educação, actualmente este conhecimento é muito mais vasto. Tão vasto que tendemos a instrumentalizar a forma como educamos as nossas crianças.

Olhamos para os nosso filhos e vemo-los como projectos pessoais. Queremos que sejam os melhores e sempre melhores que eles próprios, que estejam sempre a evoluir para que sejam bem sucedidos na vida. É normal, porque independentemente das nossas crenças, queremos o melhor para eles, porque os amamos. Mas esta forma de amar e de os tentar conduzir para o sucesso está a matar-lhes a infância. 
Não são poucas as vezes que ouvimos coisas do género:  "Quero que o Rui seja um óptimo engenheiro";  "Estou a fazer tudo para que a Ana seja a melhor professora que já leccionou";  "O que mais quero é que o André vença no mundo do trabalho como o melhor designer gráfico".
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