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MEDOOOOO!!!!!

Ontem, almocei no Wok To Walk. 
Como sabem, os funcionários desta cadeia de restaurantes são maioritariamente imigrantes, brasileiros, com pouca formação académica, de baixo nível económico. Apesar disso, todos os que me atenderam foram simpáticos, bem-educados, cordiais.
Enquanto esperava pela minha vez, fui observando a cliente que estava à minha frente. Rapariga nova, de uns vinte e poucos anos, bem arranjada, com sinais de quem tem dinheiro suficiente para o telemóvel caro, para a mala e os sapatos de marca, com aspecto de quem tirou um qualquer curso superior. Portanto, em vantagem aparente no que diz respeito ao nível de educação recebido, relativamente aos empregados que a atendiam.

Mas a rapariga fez o seu pedido de uma tal forma, que me deixou envergonhada. A petulância com que se dirigia aos empregados tocava a má-educação, tocava não, estava mesmo para lá da má-educação. Tratava-os como se fossem seres menores, se é que isso existe, como se tivessem a obrigação de a servirem, como se fosse essa a única razão da sua existência, servirem-na. 
Confesso que me deixou com vontade de lhe bater. Como é possível haver pessoas assim, que, segundo o que parecia, reunia todas as condições para ser bem-educada?

Vi ali confirmada a minha velha teoria que a formação, a aparência ou o nível económico nada têm a ver com a educação. Os empregados estiveram a anos-luz da menina nessa matéria! 

Este país está cheio de meninas (e meninos) como esta, que nos tentam enganar com a aparência, e conseguem. 
Não vejo fazer-se nada para combater isto, não vejo o Estado, ou melhor o Governo de Portugal porque o Estado já não existe, mexer uma palha que seja para promover a Educação. 
E isso assusta-me... Oh se assusta! 
MEDOOOOO!!!!

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Por entre livros e árvores

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Incrivelmente este supermercado tem um sofá para quem vê livros. Confesso que sou uma parasita das livrarias, daquelas que lêem muitos pedaços de literatura e raramente compram alguma coisa. Namoro livros durante meses, às vezes anos e só os compro quando já se criou uma certa intimidade entre mim e eles, ou entre mim e os seus autores.
Também compro por impulso, mas é mais raro agora que tenho menos dinheiro para consumismos.

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