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MEDOOOOO!!!!!

Ontem, almocei no Wok To Walk. 
Como sabem, os funcionários desta cadeia de restaurantes são maioritariamente imigrantes, brasileiros, com pouca formação académica, de baixo nível económico. Apesar disso, todos os que me atenderam foram simpáticos, bem-educados, cordiais.
Enquanto esperava pela minha vez, fui observando a cliente que estava à minha frente. Rapariga nova, de uns vinte e poucos anos, bem arranjada, com sinais de quem tem dinheiro suficiente para o telemóvel caro, para a mala e os sapatos de marca, com aspecto de quem tirou um qualquer curso superior. Portanto, em vantagem aparente no que diz respeito ao nível de educação recebido, relativamente aos empregados que a atendiam.

Mas a rapariga fez o seu pedido de uma tal forma, que me deixou envergonhada. A petulância com que se dirigia aos empregados tocava a má-educação, tocava não, estava mesmo para lá da má-educação. Tratava-os como se fossem seres menores, se é que isso existe, como se tivessem a obrigação de a servirem, como se fosse essa a única razão da sua existência, servirem-na. 
Confesso que me deixou com vontade de lhe bater. Como é possível haver pessoas assim, que, segundo o que parecia, reunia todas as condições para ser bem-educada?

Vi ali confirmada a minha velha teoria que a formação, a aparência ou o nível económico nada têm a ver com a educação. Os empregados estiveram a anos-luz da menina nessa matéria! 

Este país está cheio de meninas (e meninos) como esta, que nos tentam enganar com a aparência, e conseguem. 
Não vejo fazer-se nada para combater isto, não vejo o Estado, ou melhor o Governo de Portugal porque o Estado já não existe, mexer uma palha que seja para promover a Educação. 
E isso assusta-me... Oh se assusta! 
MEDOOOOO!!!!

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A sesta

Às vezes ainda sinto o cheiro do colchão forrado a plástico impermeável azul do infantário. Volto à sala dos quatro anos, onde, na semi-obscuridade, tento dormir.
Vejo as persianas descidas quase até acima e conto os quadradinhos de luz que saem das duas últimas filas dos estores que ficaram por fechar. Fixo os olhos na luz e na vontade de sair para rua num dia bonito de Verão. Estou aprisionada naquela sala transformada em dormitório infantil e sinto, hoje, a mesma impaciência que sentia pelo fim da hora da sesta.

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Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!