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Esta Coisa Que É Ser Mãe

O meu filhote está a crescer a uma velocidade inacreditável! Ele cresce tão rápido que eu já não o consigo acompanhar!

Isto de se ser mãe tem muito que se lhe diga e, quando somos mães de um só filho, parece-me que ainda é mais complicado. Cada etapa é uma incógnita, uma descoberta, não temos tempo para prever ou para nos preparamos para o que vem a seguir.

As mães (e pais) de mais do que um filho vão acumulando experiências que lhes vão dando algum know-how para os filhos seguintes, além de terem preocupações a dobrar, triplicar ou xxxar das que nós, mães de um único filho, temos. Elas (a partir do segundo filho) têm um conhecimento de causa, que nós nunca teremos. E, como a maior parte delas tem o segundo quando o primeiro ainda é pequeno, não passam por estas crises, porque o stress de ter mais do que uma criança para criar não as deixa.

Eu, que não programei o nascimento do meu filho e que o contacto que tinha com outras crianças não estava nada desperto para as suas características e necessidades, fui apanhada de surpresa. Como só tenho uma criança com que me preocupar (e o gato, e a égua), vou pensando, pesquisando e tentando perceber as várias etapas da vida do meu filho em particular e das crianças em geral.
Toda a beleza da descoberta do meu papel de mãe foi acompanhada pela insegurança de não saber o que fazer com aquela coisinha pequenina que me tinha caído nos braços. 
À medida que o meu filho foi crescendo, eu fui crescendo com ele, como mãe, mas essencialmente como pessoa. (Se ele soubesse o que tem contribuído para o meu crescimento, sentir-se-ia meu pai!)

Neste momento, tem-me sido particularmente difícil acompanhar o seu crescimento. 
Num abrir e fechar de olhos, ele já está a pôr perfume, todos os dias, debaixo dos braços como o pai põe o desodorizante. 
Da noite para o dia, ele vem falar-me de política como se fosse um entendido. 
Sem que eu me apercebesse, ele passou a considerar-se um rapaz e a sentir uma certa distância das crianças mais pequenas. 
Hoje de manhã, disse-me:
-O pai, às vezes, é um bocadinho tontinho, não é?
-Tontinho? Porquê?
-Ele, ontem à noite, disse-me "vá, faz lá ó-ó!"! Ó-ó é para os bebés. Eu já não sou bebé! Sou um rapaz!

Pois é, ele já é mesmo um rapaz. 
E, qualquer dia, eu vou entrar na casa de banho e ele vai estar lá... a fazer a barba!

Medo!!! 
Confesso que tenho um medo de morte da adolescência dele! 
O rapaz tem sido tão fácil de aturar, que acho que, quando ele chegar à adolescência, vai fazer todas as asneirolas a que nos tem poupado!


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