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O Meu Bebé


Adoro ver o meu filho dormir! Não é que não o adore ver, também, acordado, mas quando ele está a dormir inspira-me uma calma e harmonia maravilhosas.
Ele dorme muitas vezes, na posição fetal e, quando o vejo assim, quase o sinto na minha barriga. Imagino os pontapés que me daria e lembro-me que, quando estava grávida, ele tinha horas certas para entrar em rebuliço, a que chamávamos "a hora da caça". 
Quem tem gatos sabe que, quando anoitece, eles são atacados pelos instintos de caça e começam a correr de um lado para o outro, de tal forma que parecem uns loucos. Pois os bebés, na barriga das mães também têm horas de grande agitação (pelo menos o meu tinha), por isso lhe chamávamos "a hora da caça".

Tenho saudades dele em bebé, do cheiro a bebé, das mãozinhas pequeninas, de o ouvir palrar, de o ver sorrir com aquele ar de tontinho de quem ainda não sabe nada da vida. 
Às vezes, consigo ver, na cara dele, o bebé que ele foi... 

Ele pede-me para lhe contar como era, as gracinhas que fazia e, adora que lhe relate o dia em que nasceu: o que o pai me disse durante o parto; a sensação que tive quando o levaram e me deixaram sozinha, sem ele, pela primeira vez em nove meses; as minhas nabices de mãe inexperiente; o facto de ele ter passado as primeiras 24 horas a dormir e as maldades que as enfermeiras lhe fizeram para o acordar... Ri-se com aquele riso "dobrado" dos bebés, e enternece-me, e faz-me senti-lo tão próximo como se o tivesse, outra vez, dentro mim...

Imagem retirada da Internet

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