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Motivação

Há alguns anos, dei aulas de equitação a crianças e a melhor dádiva com que me podiam agraciar era virem motivadas. A alegria com que chegavam às aulas era metade do meu trabalho feito. Quando não estavam motivadas, tentava mostrar-lhes as coisas boas da equitação e dos cavalos e reconquistar a alegria e a vontade de montar, pois sempre acreditei que quando se gosta realmente de uma coisa pode-se ser muito melhor.

Ter alunos motivados é a melhor coisa que um professor pode ter, pois basta ensinar-lhes a técnica e moldar-lhes a motivação para que os alunos tirem o maior proveito do que lhes ensinamos.
É por eu acreditar tanto na importância da motivação, que me fazem impressão aqueles professores que tentam acabar com ela sem dó nem piedade, que fazem questão que os seus alunos desanimem, que permitem que eles se sintam em baixo e que se dão ao trabalho de inventar verdadeiras manobras acrobáticas para tornarem as aulas num verdadeiro tormento.

Especialmente quando se trabalha com crianças, as aulas têm que ser dadas de uma forma o mais lúdica possível, porque não podemos carregá-las com o peso da responsabilidade, senão elas não aguentam a pressão e o stress e acabam por desanimar.

Corrigir os erros de forma castradora e autoritária, destrói a auto-estima e, um aluno sem auto-estima, é meio caminho andado para que não seja bem sucedido.
Não me parece que o objectivo de um professor, que goste de ser professor, seja ver os alunos falhar, mas infelizmente vejo alguns a retirarem algum prazer nisso, coisa que me aflige particularmente. 

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