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J. - O Conselheiro de Moda

Como sabem, prefiro andar confortável do que andar jeitosa e, pelos vistos, o meu filho concorda comigo...

Hoje de manhã, disse-me:
-Mãe, não gosto nada de te ver de saltos altos.
-Não? Porquê?
-Não gosto! Tu gostas? 
-Não muito, não são muito confortáveis. Prefiro os que não têm saltos.
-Então porque andas com esses?
-Porque fico com umas pernas mais giras e porque tem que ser.
-E também não gosto quando andas assim e vêem-se as maminhas.
-Mas não se vêem as maminhas, só tenho um decote um bocadinho maior do que de costume. Vês, até tenho esta camisola por baixo da camisa para não ficar com as maminhas de fora.
-Vêem, vêem! - olha para as minhas maminhas com um ar crítico, como quem diz "eu estou a vê-las, porque estás para aí a dizer que não se vêem?". 
- Essa camisa também não fica nada bem com essas calças!
-Bemmmm!!! Não gostas de nada!
-Gosto, gosto. Gosto de ti com outros sapatos e com outra roupa.

Também eu, J., também eu...

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…