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O Hélio

Ontem, o J. foi à festa de anos de uma colega. Quando o fomos buscar, vinha com um balão, que segundo ele, não largou durante a festa.
A curiosidade que o caracteriza, levou-o a perguntar-nos porque é que este balão ficava sempre no ar, não caia para o chão e quando o largávamos ficava colado ao tecto. Ao que lhe respondemos que este balão, ao contrário dos que ele estava habituado e que eram cheios de ar, estava cheio de um gás - o Hélio - que o fazia ficar no ar.

Satisfeita a curiosidade, o J. disse:
-Este balão é meu amigo!
-Sim? E como se chama o teu amigo? - perguntámos nós.
-Hélio! O Hélio vai andar comigo para todo o lado!
-Hummmm!!!

E foi verdade, o Hélio acompanhou-o durante o jantar, ficando colado ao tecto por cima dele, foi, amarrado ao seu pulso, para a casa de banho e esperou pacientemente que o J. fizesse o seu cocó e lesse o seu livrinho e, quando o J. se foi deitar ficou toda a noite junto à sua cama.

Mas durante a noite o Hélio foi perdendo o Hélio e foi descendo até ficar rente ao chão e quando o J. acordou, o amigo já não era o mesmo... Mas o J. continuou a passeá-lo pela casa e queria levá-lo para a escola. Não deixámos. 

O J. foi para a escola e deixou o amigo, à sua espera, em cima do armário para o gato não lhe chegar.

Agora o Hélio está a ficar murchinho... 
Só espero, que quando o J. chegar, não fique também murchinho por ver o amigo assim...

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