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O Poder da Distracção

Como já mencionei, aqui, anteriormente, o pequenote cá de casa é um distraído de primeira apanha!
Desde ter que lhe dizer a mesma coisa 350 vezes para que execute uma simples tarefa como lavar os dentes ou vestir o pijama, até ter lhe dizer que para vestir umas cuecas lavadas tem que tirar primeiro as sujas ou que os sapatos se calçam nos pés, já me aconteceu quase tudo em matéria de distracção!

A última (e que já se está a tornar recorrente) é esquecer-se na escola dos livros onde tem TPCs para fazer.

(Neste momento quase oiço o vosso pensamento "é manha, ele faz de propósito para não fazer os trabalhos de casa!"). 

Não é! Tenho a certeza, porque ele entra em paranóia quando se apercebe que vai ter que dizer à professora que não os fez! Chega ao ponto de atrofiar com a ideia que o que devia estar a fazer eram os TPC e não outra coisa qualquer! Chama-se nomes e diz que é um parvalhão por ser distraído! Claro que quando chegou a tamanha insolência, tive que me impor e dizer-lhe que ele não pode chamar, assim de qualquer jeito, parvalhão ao meu filhinho querido que tem sempre a cabeça na Lua e que, por isso, tem que arranjar umas técnicas infalíveis para que a distracção não lhe prejudique a vida. Que a distracção só é um defeito se ele deixar que ela o esteja sempre a chatear. Ao que, após muito choro e auto-culpabilização, ele compreendeu e veio ter comigo com um papelinho na mão que dizia:

"Não esquecer de dizer à professora que não fiz os TPC".

Será que, na escola,  ele se vai lembrar onde pôs o papelinho?
Espero, sinceramente, que sim...

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