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Babadices de Pai

O pai do J. sofre do mesmo problema que eu: Baba-se a rodos!
Enquanto eu me babo das gracinhas da criança, o pai baba-se a ver o menino jogar basquetebol! 

No outro dia, quando vieram de um treino, o homem chegou-me a casa com baba até aos joelhos. O miúdo não é nenhuma estrela do NBA, nem sequer é um prodígio daqueles que nunca falham um cesto, mas deixa o pai num estado deplorável. Safa-se a jogar, mas nada do outro mundo, porém tem uma garra impressionante e invejável. Tivesse eu metade da garra que ele tem e já tinha subido o Evereste com uma perna às costas! Ele corre atrás da bola até às últimas consequências, nas lutas com os outros pela posse de bola, só lhe falta agarrá-la com os dentes, à mínima oportunidade de voar, lá está ele a bater asas, não desiste nem que o atirem ao chão, pode cair, rebolar, ou tropeçar, mas acaba sempre de mão estendida na direcção da bola. Chega a ser comovente!
Claro que o rapazinho tem uns dias melhores e outros piores, mas os melhores deixam o pai knock-out!

Nesses dias, quando chegam do treino, o pai aproveita o bocadinho em que o filho toma banho, para me vir contar como correu... E todo ele é orgulho... A boca traz um sorriso rasgado, os olhos seguram uma lagrimazita com grande dificuldade e a baba escorre-lhe em cascata (chego ao ponto de duvidar se não será melhor ir buscar um balde ou calçar as galochas)...

Ando a pensar seriamente em oferecer-lhe um babete no Natal... Que acham?

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A sesta

Às vezes ainda sinto o cheiro do colchão forrado a plástico impermeável azul do infantário. Volto à sala dos quatro anos, onde, na semi-obscuridade, tento dormir.
Vejo as persianas descidas quase até acima e conto os quadradinhos de luz que saem das duas últimas filas dos estores que ficaram por fechar. Fixo os olhos na luz e na vontade de sair para rua num dia bonito de Verão. Estou aprisionada naquela sala transformada em dormitório infantil e sinto, hoje, a mesma impaciência que sentia pelo fim da hora da sesta.

A Preciosa e a Isabel cochicham junto à porta, enquanto controlam quem ainda não dorme. Estão sentadas nas cadeiras minúsculas e rodeadas por um clarão de luz. Invejo-as por ninguém as obrigar a dormir, por estarem ali na conversa, ao contrário de mim que estou aprisionada no colchão com a cara colada ao plástico azul. Tento descolar-me do colchão, mas o movimento da minha cabeça denunciar-me-ia às educadoras.
Olho para o meu colega do lado, também de quatro anos, que dorme…

"Bom dia e as melhoras!"

IPO - 9h da manhã

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O ar que se respira nas salas de espera do IPO é sempre um pouco solene. Vive-se a incerteza e espera-se o desconhecido. O silêncio e as palavras ditas em murmúrios impregnam o ambiente de uma musicalidade suave. Como se fosse o som de fundo de uma floresta imergida na fatalidade perene.

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O Desprezo É A Melhor Arma

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Macacos do Nariz

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Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!