Avançar para o conteúdo principal

Adivinhas e Puzitos

Ando a ler um livro de adivinhas ao J., antes de dormir, que ele adora e eu detesto porque não consigo adivinhar nada!

Tem uns desenhos que dão pistas da solução, embora não sejam muito elucidativos, porque não se percebe o lá está, sempre temos alguma base por onde começar a pensar. As adivinhas são super difíceis, estão cheias de palavras complicadas (que nem eu entendo) e a ligação entre as pistas e a solução é muito ténue.
Mas pelo menos, fartamo-nos de rir da nossa incapacidade de adivinhação (ou não fossemos nós os tontinhos, que vocês já devem ter reparado que somos), por isso acaba por ser divertido.

Hoje, a título de desespero, disse-lhe que o que me apetecia era fazer uma fogueirinha com o livro, pois achava que assim seria mais útil. Ele riu-se e disse: 
- Vê lá, mãe, o livro até te faz pensar em fazeres parvoíces... 
Olhei-o com cara de má e disse-lhe:
- Parvoíces? Eu a fazer parvoíces?
- Sim, queimar o livro é uma parvoíce!
- Uma parvoíce é andarmos a ler este livro e não adivinharmos nada...
- E eu rio-me tanto que dou puzitos e já fiz xixi nas cuecas...
- E achas isso bom? Para mim não é muito divertido ver que não adivinho nada e, ainda por cima, fico aqui a levar com os teus puzitos...
- Tem que ser, mãe, quando me rio assim tenho que dar puzitos!

Então, assim seja, já que não nos podemos aquecer com ele, que no mínimo, o livro sirva para o J. se sentir mais aliviado!

Comentários

  1. Adoro e este tipo de conversas...
    Beijo meu!

    ResponderEliminar
  2. Que filho fantástico e que felicidade é a dele em ter uma mãe como tu.
    Bj**

    ResponderEliminar
  3. ahahah Mas que criança fofa. Faz sentido.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…