Avançar para o conteúdo principal

Um Pouco de Hipoterapia


Não vou falar de hipoterapia de uma forma científica, primeiro porque não tenho um conhecimento assim tão aprofundado sobre a questão para que me possa atrever a ir por esse caminho, segundo porque seria maçador para a maioria de vocês.

Assim, venho falar-vos de uma hipoterapia a tender para a equitação terapêutica, mais centrada no meu conhecimento do cavalo do que nas necessidades da pessoa com deficiência. 

Pelo meu conhecimento do animal em causa, posso dizer que o cavalo é caracterizado por ser um animal dócil, de grande porte (que impõe respeito e algum medo salutar), com andamentos reguláveis que proporcionam movimentos tridimensionais a quem o monta.

A docilidade do cavalo facilita a aproximação do cavaleiro ao animal, enquanto o porte altivo impede o excesso de confiança e potencia uma atitude de sobreaviso.

Os andamentos do cavalo são o passo (movimento lento a quatro tempos), o trote (movimento intermédio a dois tempos) e o galope (movimento rápido a três tempos). Cada um destes três andamentos podem ser regulados na sua intensidade e permitem estimular várias áreas do cérebro e proporcionar uma melhor coordenação motora ao cavaleiro.
O estímulo das áreas do cérebro afectadas, tanto no caso dos portadores de autismo como nos de doença mental, tem apresentado resultados muito encorajadores, o que tem tornado a hipoterapia num método terapêutico em franca expansão.

A hipoterapia, propriamente dita, é realizada na presença de um equitador e de um terapeuta. Já na equitação terapêutica o equitador e o terapeuta podem estar acompanhados de educadores ou psicólogos.
A principal diferença entre elas reside no público a que são destinadas. Enquanto a hipoterapia se destina a pessoas com deficiência, a equitação terapêutica dedica-se a tratar necessidades educacionais, cognitivas ou psicológicas.

Mas não é só o acto de montar a cavalo que oferece estímulos positivos ao cavaleiro, o convívio com o animal é também extremamente benéfico, pois promove um relacionamento, que não sendo de igual para igual, permite a aquisição de competências tão importantes como a responsabilidade, a concentração e o cuidado, ao mesmo tempo que é uma experiência gratificante e divertida.

O meu conhecimento e gosto por este animal, impelem-me a aconselhar-vos a todos, sem excepção, que não prescindam de experimentar um primeiro contacto com ele.
Acreditem que depois de o experimentarem não vão querer outra coisa!

Comentários

  1. uma vez, com a eguita, eu estava em cima dela e tu a dizeres-me para bater com os pés, para ela andar.é assim, que se faz e tu estavas-me a ensinar.Mas ela não andava, nem um milímetro, por mais que eu repetisse essa coisa certa.De repente, vi o joão da jesus lá ao fundo, e imaginei-me um cowboy, que vê os índios lá ao fundo.Disse á eguita, c´mon!e dei um impulso com o corpo prá frente, bati os pés no dorso dela, e num instante, o filme era real, a eguita cavalgava comigo em cima.è por isto, que eu adoro cavalos.

    ResponderEliminar
  2. Já li imenso sobre hipoterapia, e segundo as estatisticas faz mesmo milagres.
    Obrigada, assim fiquei a saber mais.
    bj**

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...

Mensagens populares deste blogue