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Nome de Código

Quando estávamos na Dinamarca, o J. deparou-se com uma quantidade de novas palavras que, apesar de não serem nada estranhas a qualquer um de nós, para ele foram novidade e, como tal, não as sabia pronunciar ou não se lembrava quais eram.

Assim, decidiu inventar um dialecto próprio, que passou a funcionar como "private joke" durante toda a nossa estadia.

Dizia frases deste tipo:



Imagem retirada da Internet

-Não nos podemos ir embora sem vocês beberem uma Carbone!










Imagem retirada da Internet

  -Está-me a apetecer tanto um Trombone ...








Imagem retirada da Internet

-Neste hotel há Néstia no frigorífico!













Imagem retirada da Internet

-Estes dinamarqueses têm Dans Critians em todo o lado!










E nós riamo-nos que nem uns perdidos ... 
Acho que havia quem pensasse que "não jogávamos com o baralho todo"...

Mal eles sabiam que estavam certos ...

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A sesta

Às vezes ainda sinto o cheiro do colchão forrado a plástico impermeável azul do infantário. Volto à sala dos quatro anos, onde, na semi-obscuridade, tento dormir.
Vejo as persianas descidas quase até acima e conto os quadradinhos de luz que saem das duas últimas filas dos estores que ficaram por fechar. Fixo os olhos na luz e na vontade de sair para rua num dia bonito de Verão. Estou aprisionada naquela sala transformada em dormitório infantil e sinto, hoje, a mesma impaciência que sentia pelo fim da hora da sesta.

A Preciosa e a Isabel cochicham junto à porta, enquanto controlam quem ainda não dorme. Estão sentadas nas cadeiras minúsculas e rodeadas por um clarão de luz. Invejo-as por ninguém as obrigar a dormir, por estarem ali na conversa, ao contrário de mim que estou aprisionada no colchão com a cara colada ao plástico azul. Tento descolar-me do colchão, mas o movimento da minha cabeça denunciar-me-ia às educadoras.
Olho para o meu colega do lado, também de quatro anos, que dorme…

"Bom dia e as melhoras!"

IPO - 9h da manhã

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Sento-me no sofá por baixo da televisão e de frente para os espectadores pouco atentos às notícias da manhã.
O ar que se respira nas salas de espera do IPO é sempre um pouco solene. Vive-se a incerteza e espera-se o desconhecido. O silêncio e as palavras ditas em murmúrios impregnam o ambiente de uma musicalidade suave. Como se fosse o som de fundo de uma floresta imergida na fatalidade perene.

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Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
O pai tentou: -Detritos nasais!
Eu tentei: -Fluídos nasais secos!
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Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
Consultei a enciclopédia, o dicionário, procurei na net e ... nada, nem a mais pequena referência à designação científica para macacos do nariz ...

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As coisas em que este miúdo me põe a pensar ...

Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!