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Só Mais Uma Impressãozita, Se Me Permitem

Outra das coisas que me fazem comichão no céu da boca, são as crianças que dormem nas camas dos pais até acabarem, de vez, com a vida sexual do casal.

Não sou contra elas irem para a cama dos pais, longe de mim tal coisa!

Adoro que o meu filho venha ter connosco, para fazer miminhos, de manhã, enquanto ainda estamos todos naquele estado de sonolência agradável ... Ou quando tem um pesadelo que se venha confortar no calor do nosso abraço. Mas a noite toda, os três apertados na cama, a dormirmos todos tortos e sem que eu consiga chegar ao pai dele e vice-versa ... NÃO! Definitivamente, NÃO! 

Não me sinto, nem um bocadinho, pior mãe por ele não dormir connosco! Ele tem o canto dele e nós o nosso ...

Não é por acaso que se fazem camas de casal e não se fazem camas familiares ...
E as "king size"? Estarão vocês a pensar ...
As "king size" são para pessoas grandes ou para grandes aventuras, que não são (hoje) para aqui chamadas ...

Além de achar que as crianças precisam da sua autonomia e os pais da sua privacidade, dormir com os pais é um mau hábito. (Sei que ao fazer esta afirmação, muitos de vocês vão deixar de vir aqui, mas prefiro correr esse risco, a guardar esta opinião só para mim). E são um mau hábito, porque as engana ao fazê-las pensar que aquela cama é delas também e não as faz perceber que os pais têm um tipo de relação entre eles, diferente da que têm com os filhos.

E, mais uma vez, voltamos à história do comodismo ...
Na maior parte dos casos, os filhos dormem com os pais, porque é mais fácil não termos que nos levantar inúmeras vezes para ir ver se estão bem, para os confortar do medo do escuro, ou para os tapar ... É mais fácil, é mais fácil, é mais fácil ...

Quem disse que ser pai/mãe é fácil?


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Por entre livros e árvores

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Incrivelmente este supermercado tem um sofá para quem vê livros. Confesso que sou uma parasita das livrarias, daquelas que lêem muitos pedaços de literatura e raramente compram alguma coisa. Namoro livros durante meses, às vezes anos e só os compro quando já se criou uma certa intimidade entre mim e eles, ou entre mim e os seus autores.
Também compro por impulso, mas é mais raro agora que tenho menos dinheiro para consumismos.

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