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Super-Mãe

Sempre pensei que poderia ser uma super-mãe. Super-independente, super-rigorosa, super-educadora, super-brincalhona, super-divertida, super-carinhosa ... super, super, super ...

Na realidade, não sou super em nada e em algumas áreas deixo muito a desejar! Não consigo brincar com o J., descontraidamente, sem me preocupar em estar a educá-lo... Perco espontaneidade, só tenho brincadeiras calculadas e não consigo "curtir o momento" como gostaria. 

Às vezes, desejo separar o cérebro do corpo para conseguir sentir sem racionalizar... Não sei se me estou a explicar bem, mas o que quero dizer é sinto que o facto de eu racionalizar as brincadeiras me impede de viver o momento em toda a sua plenitude ...

Por não conseguir ser a super-mãe que gostaria, agradeço o facto de os filhos não serem unicamente filhos das suas mães e existirem os pais (que tanta falta fazem quando não estão presentes) e que preenchem os espaços que deixamos vazios... E assim, este trabalho conjunto divido por dois, permite-nos ficar, apenas, com a "pequena" tarefa de preencher os espaços que os pais deixam vazios... Ufa, que alívio! 

Mensagens populares deste blogue

Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…