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Pais

Li um artigo, há pouco tempo, que falava dos pais. Dizia que, neste momento, temos os melhores pais de sempre, pois eles já fazem, aos filhos, praticamente o mesmo que as mães.

O meu primeiro pensamento foi "óptimo para eles, finalmente perceberam o bom que é tratar dos filhos!". É isso mesmo que sinto! Como mulher podia sentir-me ressentida por os homens não terem feito a "ponta de um corno" (os mais sensíveis que me perdoem a expressão) durante séculos pela educação dos filhos, mas antes pelo contrário, senti-me feliz por eles terem a oportunidade de desfrutarem da paternidade.

E fico feliz, essencialmente, pelos filhos que já podem gozar os seus pais em condições e serem cuidados por duas pessoas que os amam em vez de uma.

Temos um pai e uma mãe por alguma razão, não? A partir do momento em que as mães passaram a trabalhar fora de casa, os filhos perdiam se os pais não se tornassem mais participativos nas suas vidas. Além disso, por muito que uma mãe se esforce, nunca conseguirá ser pai e mãe em simultâneo. Pode ser a melhor mãe do mundo, mas nunca conseguirá ser pai.

Com isto, não digo que não se pode ser feliz se não se tiver pai. Acho que, em certos casos, uma criança sem pai ou mãe, ou com dois pais, ou com duas mães, até pode ser mais feliz do que outra que tenha o pai e a mãe da família tradicional a que estamos habituados.
Para mim, a competência dos pais está assente em dois pontos essenciais: o amor que se tem pelos filhos e o fazer-se o melhor possível.

Não há pais perfeitos, é verdade, mas há bons e maus pais. E os pais homens, até há bem pouco tempo, não eram nada de jeito (salvo raríssimas excepções) ...

Parabéns aos que fizeram alguma coisa para mudar isso e força aos que ainda não tiveram a coragem de dar esse passo tão importante para eles e para os seus filhos! Tenho a certeza que não se vão arrepender!

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