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Momentos Eternos

Ontem, fui ver um filme ao cinema, o Super 8. Não o achei nada de especial. Os miúdos têm umas boas interpretações, mas que não são nada de espectacular. 

O que me tocou mais, foi um dos miúdos não ter mãe, que tinha morrido havia pouco tempo. Quando vejo filmes ou leio livros em que tal acontece, penso como seria se isso acontecesse ao meu miúdo... 

Como já disse anteriormente, sou uma cliente habitual do IPO e, por esse motivo, a minha morte já foi uma hipótese mais próxima que distante. Se calhar, foi essa proximidade de me deu força para lhe resistir. Pensar que o meu filho teria de crescer sem mãe, fez com que eu me agarrasse à vida "com unhas e dentes". Este não foi o único motivo que me encorajou a viver, mas foi o crucial. O amor das pessoas que me são mais próximas também ajudou, e muito!

Mas voltando ao filme e às crianças que crescem sem mãe, este assunto deixa-me sempre bastante sensibilizada e fico com aquela perturbadora (e já habitual) sensação que não aproveito todos os momentos em que estou com o J. Acho que devia eternizá-los para que, mais tarde, ele os possa reviver sem mim da maneira mais agradável possível.

A vida passa rápido e se não desfrutarmos dos bons momentos que passamos com quem amamos, ela ainda passa mais rápido ... É bom fazermos pausas no que é supérfluo para conseguirmos aproveitar o essencial ... Afinal, não vamos cá ficar para sempre... (Este pensamento já está muito visto, mas pouco interiorizado, pelo menos por mim ... E, como TPC de mãe, vou escrevê-lo 100 vezes para não me esquecer ... )

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A sesta

Às vezes ainda sinto o cheiro do colchão forrado a plástico impermeável azul do infantário. Volto à sala dos quatro anos, onde, na semi-obscuridade, tento dormir.
Vejo as persianas descidas quase até acima e conto os quadradinhos de luz que saem das duas últimas filas dos estores que ficaram por fechar. Fixo os olhos na luz e na vontade de sair para rua num dia bonito de Verão. Estou aprisionada naquela sala transformada em dormitório infantil e sinto, hoje, a mesma impaciência que sentia pelo fim da hora da sesta.

A Preciosa e a Isabel cochicham junto à porta, enquanto controlam quem ainda não dorme. Estão sentadas nas cadeiras minúsculas e rodeadas por um clarão de luz. Invejo-as por ninguém as obrigar a dormir, por estarem ali na conversa, ao contrário de mim que estou aprisionada no colchão com a cara colada ao plástico azul. Tento descolar-me do colchão, mas o movimento da minha cabeça denunciar-me-ia às educadoras.
Olho para o meu colega do lado, também de quatro anos, que dorme…

"Bom dia e as melhoras!"

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O Desprezo É A Melhor Arma

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Macacos do Nariz

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Fiquei a pensar onde poderia encontrar a resposta a esta questão sem ter que perguntar à médica ... 
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Este blogue vai descansar uns diazinhos, mas volta, com a maior brevidade possível!