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Livros Escolares

Chegaram os livros! Eu e J. começámos a vê-los ... Estávamos curiosos com o que seriam as matérias do próximo ano ... 

A dada altura, o J. diz "cheiram mal!". E não é que era verdade? Os livros cheiravam mesmo mal! Buuuuu, que pivete!

No meu tempo, os livros da escola cheiravam tão bem! Lembro-me, como se tivesse sido ontem, de os centrar para que ficassem mesmo em frente ao nariz, fechar os olhos, fazer as folhas correrem de um lado para o outro e inspirar aquele aroma com uma enorme satisfação ...
Às vezes, ficava com o nariz lá entalado, mas era um mal menor, comparado com o prazer que me dava sentir aquele cheirinho!

Como poderão os nossos miúdos gostar da escola se os livros cheiram tão mal? Mal abrem um livro, ficam logo enjoados... Apetece é fechá-lo e nunca mais o abrir ...

Será por isso que há uma percentagem de insucesso escolar tão elevada?
Tenho uma sugestão para a fazer diminuir: Livros perfumados!

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Anita no Facebook

O Facebook anda a fazer-me mal. O chato é que preciso daquilo como ferramenta de trabalho e acaba por ser difícil desligar de vez ou até fazer um intervalinho com fins terapêuticos.
Ultimamente, ando tão farta de por ali andar que já tudo me parece os livros da Anita.
Antes do Verão: Anita corre quilómetros para caber no biquíni
Em férias:  Anita mete o pezinho na areia e o nariz no mar
Em dias de sol: Anita vai à esplanada com as amigas e diverte-se a potes
No fim das férias:  Anita volta para o trabalho chateadíssima, mas, pronto, a vida é assim e tem que trabalhar
À hora das refeições:  Anita cozinha um delicioso jantar cheio de super-alimentos e de baixas calorias ou  Anita vai almoçar a um sítio todo fashion, come imenso marisco e bebe sangria de champagne
Tarde de sábado:  Anita vai a uma exposição qualquer interessantíssima ou Anita sai à rua e vê as pessoas a passar
Sábado à noite:  Anita dança e bebe gin 
Tarde de domingo:  Anita vê um filme com a família ou Anita tem umas flores lindas…

Ler e escrever

Há uma candura e uma vontade de regressar à infância de quem lê e escreve. Ler, e escrever, vai para lá do que é o real. Leva-nos para um mundo imaginário, conduzido por quem escreve, mas só nosso, tão pessoal. Talvez por isso, ler e escrever sejam estreitos encontros com a solidão...

Quando se lê um livro, mergulha-se numa dimensão à parte. Trilha-se um caminho de ficção e trilha-se outro que só existe no nosso interior. Percorrem-se as dúvidas e as certezas, os sonhos e a realidade, como se fossem sempre tão próximos. Parte-se da fantasia para a existência, sem nunca se sair completamente de dentro de nós.
Ler, e escrever, é uma viagem ao tempo em que a imaginação nos comandava as emoções. É explorar o quarto escuro que nos apavorava ou os jardins que nos deslumbravam. É ir, e não voltar, aos lugares onde nos sentíamos sós e incompletos, mas ao mesmo tempo cheios de desconhecimento, inocência e ilusão.
Ler, e escrever, é um exercício egoísta, em que não cabe lá mais ninguém para além d…