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Bullying

Ando a ler um livro sobre bullying. Acho que a maior parte de nós não tem a noção da proporção a que o bullying pode chegar. Para quem não sabe, bullying é "um termo utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder" (citação de http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying).
Proteja o seu filho do Bullying foi escrito por um autor americano e está à escala do problema americano que é, como todos sabemos, em larga escala! Há casos em que as crianças chegam a suicidar-se!
Sabiam que as vítimas de bullying podem tornar-se facilmente bullies (agressoras)? Muitas vezes, as crianças que são vítimas na escola, são agressoras dos irmãos mais novos em casa! Estas crianças, que sofrem maus tratos diários, por parte dos colegas, quando se deparam com crianças potencialmente mais fracas, agridem-nas como forma de lhes dizerem "vês, sou mais forte que tu, nem te atrevas a fazer-me mal!". 

Uma criança que é alvo de bullying revela alguns sinais de alerta a que devemos estar atentos (cito apenas alguns, pois a lista é extensa):
-Manifesta uma súbita falta de interesse pelas actividades e eventos da escola;
-As suas notas baixam repentinamente;
-Tem uma postura corporal de "vítima": ombros caídos, cabisbaixo, evita o contacto visual directo e afasta-se dos outros;
-Tem pesadelos e insónias;
-Aparece em casa com arranhões ou nódoas negras inexplicáveis;
-Torna-se demasiado agressivo, rebelde e insensato;
-etc., etc.

Estou a achar este livro muito interessante, porque o autor vai-nos dando dicas para combatermos este problema. O fortalecimento da auto-estima dos nossos filhos e o incentivo para que usem comportamentos dissuasores da agressão (postura corporal, métodos para manter a calma no momento da agressão, respostas assertivas, etc.) são algumas das técnicas aconselhadas aos pais. Esta visão faz-nos acreditar que podemos combater este flagelo activamente, ajudando realmente os nossos filhos. Ao mesmo tempo que nos assusta, porque passamos a ter consciência da dimensão que o bullying tem, conforta-nos, porque ficamos com a ideia que podemos fazer alguma coisa. Aconselho vivamente a quem tem filhos na escola!

P.S. Garanto que não estou a receber nada pela publicidade!


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O Espelho

Em pequena fui protectora das minorias, dos mal-tratados e dos ofendidos. Costumava juntar-me à mais gorda ou mais feia da turma, aquela menina com quem toda a gente gozava e com quem ninguém gostava de ser visto. Tratava melhor os que eram desprezados e tinha uma atenção especial para com quem levava mais reguadas. Ainda sou um bocado assim, porém não tanto, porque as pessoas  que eu considerava minorias me foram mostrando tantos lados das suas personalidades que deixei de as ver apenas como mal-tratadas, ofendidas e carentes de protecção. Percebi, ao longo dos anos, que somos muito mais do que aquilo que aparentamos. E ainda bem, digo-o hoje.
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Macacos do Nariz

O J. voltou a perguntar qual era o verdadeiro nome dos macacos do nariz e, uma vez mais, não lhe soubemos responder.
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Confesso que nunca me tinha passado pela cabeça que os macacos do nariz tinham outro nome ...

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Tenho uma tatuagem no meio do peito

Ontem, no elevador, olhei ao espelho o meu peito que espreitava pelo decote em bico da camisola, e vi-a. "Tenho uma tatuagem no meio do peito", pensei. Geralmente, não a vejo. Faz parte de mim, há dez anos, aquele pontinho meio azulado. Já quase invisível aos meus olhos, pelo contrário, ontem, olhei-a com atenção, porque o tempo já me separa do dia em que ma fizeram e me deixa olhá-la sem ressentimentos. À tatuagem como à cicatriz que trago no pescoço.

A cicatriz foi para tirar o gânglio que confirmou o linfoma. Lembro-me do médico me dizer "vamos fazer uma cicatriz bonitinha. Ainda é nova e vamos conseguir escondê-la na dobra do pescoço. Vai ver que quase não se vai notar". Naquela altura pouco me importava se se ia notar. Entreguei o meu corpo aos médicos como o entrego ao meu homem quando fazemos amor.
"Façam o que quiserem desde que me mantenham viva", pensava. "Cortem e cosam à vontade! Que interessa a estética de um corpo se ele está a morrer?!…

Facebook lovers

Chegam ao restaurante de mãos dadas como nos tempos em que ele ainda não tinha a barriguinha que lhe força os botões da camisa e ela as duas camadas de base em tonalidades diferentes que escondem os traços que o tempo lhe foi desenhando no rosto.
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Num silêncio premeditado, o frente-a-frente impõe-se. Afinal é dia dos namorados e o romantismo é a palavra de ordem.
O gesto automático tira o telemóvel do bolso da camisa dele que só acaba quando o objecto é pousado sobre a mesa. Está ansioso, mas não quer lhe notem a inquietação. Afinal, é só mais um dia dos namorados.

A voz sai-lhe tão melosa quanto o olhar que ela lhe dirige:
- Estás linda! - semicerra os olhos como que a comprovar a veracidade das suas palavras.
Aponta-lhe a objectiva …

Parabéns ao Blogue!

Este blogue fez dois anos, no sábado passado, mas, para variar, esqueci-me.  Bad girl, bad bad girl!
Parabéns atrasados a ele e a mim (que sou uma atrasada nestas coisas, e noutras...).