quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Plateia ausente

Este palco em que o Homem decidiu morar é pouco tolerante com as humanidades. Errar é inadmissível. Fugir ao padrão estabelecido é pecado.  O Homem (que inclui a mulher, por isso não me vou pôr para aqui com femininos inúteis) auto-encarcerou-se numa jaula da qual não tem a chave. Fechou a porta e atirou a chave para longe por entre as grades. Está ali, fechado, a olhar para fora e a dizer que a liberdade é uma merda. (Realmente, a liberdade pode ser uma merda para quem não tem o desejo de voar. Até porque voar foge às regras...)

O Homem deixou de acreditar na diferença e crê que se distingue se se colar a um extremo. Os extremos estão cheios de gente igual que se junta, sem se unir, em pequenos nichos repletos de preconceito e discriminação.
O Homem substituiu a própria existência pela ficção e está a representá-la num teatro que se encontra completamente vazio.
Pobrezinho...

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