quinta-feira, 30 de abril de 2015

E Numa Subtil Proximidade, Chego o Nariz Ao Teu Cabelo...

Às vezes as palavras não chegam e o toque não se proporciona. Estamos longe ou apressados. Ou estamos longe e apressados. Temos também vidas em paralelo. Tu, pequeno ainda, tens amigos em construção, relações a firmar, uma imensidão de coisas a aprender. Tens os dias a fazerem-se quotidiano.
Eu, já grande, tenho coisas a tratar e a fazer, manutenção do que edifiquei, reconstrução pessoal, enfim... Tenho quotidiano que me passa pelos dias.

Às vezes as palavras não chegam e o toque não se proporciona. E numa subtil proximidade, chego o nariz ao teu cabelo, dou-te um beijo na testa, rasgo a distância que teima atravessar-se entre nós e inspiro o aroma que exalas. Sei da tua tranquilidade ou tormenta pelo cheiro, reconheço-me as entranhas em ti. Adivinho pelo cheiro da cria que é, afinal, tão parte de mim.

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