quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vacinar?

Não sou extremista quanto ao tema das vacinas. Acho que os pais têm o direito de decidir o que acharem melhor para os seus filhos em todas as áreas das suas vidas, mas com apenas uma pequena ressalva: Desde que não ponham em risco as suas vidas deliberada e desnecessariamente.
Deste modo, vacinar ou não vacinar é uma decisão que lhes compete, mas unicamente quando devidamente fundamentada, porque tomar uma decisão destas, que põe em risco a vida das suas crianças, e das crianças dos outros, não pode ser apenas sustentada em crenças pseudo-religiosas, há que provar cientificamente que os malefícios das vacinas são superiores aos benefícios e provar através de estudos credíveis, não de balelas pseudo-científicas. De outra forma, estes pais estarão a cometer crimes idênticos aos de quaisquer outros fundamentalistas religiosos. E aí, não há tolerância que me valha, pois se há coisa que me deixa louca é sacrificarem-se pessoas por questões religiosas e ainda pior quando se tratam de crianças.

Por isso, não consigo ler notícias destas e destas sem ficar mesmo muito preocupada. 
Os pais que optam por não vacinar os filhos, além de não protegerem os seus de doenças já quase erradicadas em muitos países, estão a contribuir para que estas voltem em forma de epidemias.
Parece-me que esta escolha só deveria ser possível quando/se as pessoas tivessem a capacidade de proteger os não-vacinados e os que lidam com eles de uma forma igualmente eficaz à das vacinas na prevenção da infecção e da contaminação. Visto, segundo o que me foi possível apurar, não existir outra forma igualmente eficaz, não me parece plausível a opção de não vacinar, ou estes pais correm o risco de tomar uma decisão irresponsavelmente criminosa.

Mas nada melhor do que lerem este texto de um senhor que tem a incrível capacidade de escrever, ainda por cima maravilhosamente, aquilo que penso.

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