sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

B-Leza

Tenho notado que o que se valoriza mais na beleza física das pessoas é aquilo que é artificial ou acrescentado com a intenção clara de as tornas belas. A verdadeira beleza, mesmo a física, é atirada para segundo ou terceiro plano. 
Ou seja, o que se aprecia é o que não pertence às pessoas.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dica

Cá para mim que não percebo nada disto, acho que se proibissem a parvoíce nas universidades, já não precisavam de proibir as praxes. 
Que tal, hã?

Imagem Google Images

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Atacando as Coisas

Ok! "Vamo" lá tentar "botar" esta traquitana toda num só post!

Comecemos pelo referendo.
Podia dizer, como tanta gente tem dito por aí, que há coisas mais importantes para referendar do que a co-adopção e adopção por homossexuais, mas não digo. É verdade que há coisas mais importantes, sim há, não há é coisas mais importantes que dêem tanta certeza aos meninos jotinhas que vão ter o apoio do povinho. Ah, pois é, bebé! Os meninos jotinhas estão à espera que a nata conservadora da sociedade tuga se rebele e os apoie numa causa p'ra lá de estúpida que é esta guerrinha que não tem ponta por onde se lhe pegue.
Se, em vez da adopção e co-adopção por casais homossexuais, referendassem os cortes nas pensões, não teriam o apoio que esperam ter com este referendo da treta que só irá existir para lhes restituir a força que têm vindo a perder desde que o PSD está no governo. É que isto na política parece que vale mesmo tudo, até tirar olhos. Tira-se os olhos ao povinho e o povinho já não vê a merda que a gente faz. 
Assunto referendo: despachado (espero que com os jotinhas às costas)!
(Quanto à minha opinião sobre a adopção e co-adopção por casais homossexuais não me vou estar a repetir, podem relê-la AQUI se vos apetecer.)

Passando aos praxistas. 
Sou contra todo o tipo de praxes e tretas que o valham. Acho os meninos e as meninas que praxam os colegas verdadeiros ignóbeis. Os praxados também não são melhores, mas enfim, estão em posição desfavorável, facto este que me dá alguma contenção em proferir os nomes menos bonitos que lhes tinha reservado. 
Ok, não os digo!
Se aqueles miúdos morreram no Meco por causa de praxes, tudo isto fica ainda mais triste. Tenha o dux culpa, ou não tenha, no cartório, a verdade é que aqueles miúdos acabaram por morrer por causa de uma brincadeira estúpida onde uns parvalhões-mor humilharam uns totós que achavam que assim iriam ser amigos dos parvalhões e que ser amigo dos parvalhões é uma cena muita fixe. E isto é triste. Isto é muito triste. Não só porque há gente a morrer, mas também porque a gente que morre acha que é assim que as pessoas se integram em grupos e que é necessário integrar-se em grupos a todo o custo, mesmo que esses grupos estejam repletos de gente parva.
Assunto praxistas: despachado!
Algumas fotos de praxes muita giras AQUI se vos apetecer.

Vamos "atão" à beijoca do Cavaco ao Cris... 
Oh sim, sentido de oportunidade é o que não falta a este (des)governo... Futebol sempre a bombar! Não vá o povinho distrair-se e começar a reparar o quão fodido está. (Ups, asneirita!)
Assunto "kissies from hell": done!

Panteão é mais uma do "futebol sempre a bombar". Sempre, não pára, não pode parar! Ou o pessoal ainda começa a pensar...
Assunto Panteão Nacional: metam lá mas é esta gentinha do governo. Mas não é só daqui a muitos anos (ou quando morrerem) é já! Ok?

Quanto às Cratinices, hoje não me apetece, ok? 
Como ele está sempre a cratinar, Cratinices é que não hão-de faltar numa próxima vez!
A não ser que se demita já amanhã...  

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Das Coisas Por Dizer

Eh pá, tenho tanto para dizer que nem sei por onde começar...
Ele é referendo sobre a co-adopção e adopção por homossexuais, praxistas da Lusófona, beijinho do Cavaco ao Cris, futuros moradores no Panteão Nacional, novas Cratinices, eu sei lá que mais... 
Que, ou conseguia encaixar tudo isto num só post, ou demorava uma semana para dissecar os assuntos como eles merecem, ou talvez seja melhor estar caladinha e ir dormir que o meu mal é sono.

Amanhã, talvez volte a tentar "atacar" estas coisas. A ver vamos! 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Manela

Quem é que teve a brilhante ideia de pôr a Manuela Moura Guedes a apresentar o "Quem quer ser milionário?"

Parece que quer comer os concorrentes vivos!
MEDO!

domingo, 19 de janeiro de 2014

A Liberdade de Viver Um Dia de Cada Vez

Durante a minha luta oncológica, disseram-me várias vezes "tem que aprender a viver um dia de cada vez!" 
Nunca consegui. Pensava " viver um dia de cada vez, o tanas! Isto não é viver, é uma merda! Para quê prolongar esta merda? Tratamentos, stress, a vida por um fio, dúvida, sempre a dúvida se o dia seguinte chegará, dor em mim e nos outros. Não quero prolongar isto, quero que passe rápido para a seguir sim, viver de verdade! Todos os dias, vivê-los e saboreá-los, depois". 
Assim fiz. Durante aquele ano de tratamentos, mais coisa menos coisa, vivi em estado moribundo. Deixei que me virassem do avesso, fui às quimios, às radios, às consultas, aos exames, às pequenas cirurgias, etc., etc. Bebi os dois litros de água diários, religiosamente, deixei de fumar, de comer as coisas que me faziam mal, tomei todos os medicamentos que me receitaram à hora certa, enfim, portei-me como a mais bem-comportada das doentes. Na verdade, não vivi aqueles tempos, apenas andei por aí na esperança que acabassem depressa. Mas fui conseguindo aproveitar os poucos momentos bons que me apareciam, com alguma tristeza latente e com a sensação de que poderia ser a última vez que iria viver aquilo, mas aproveitando. Cada minuto de amor, era vivido intensamente. Talvez não vivido, mas sentido, sentido intensamente. 
Um dia de cada vez nunca consegui. Queria todos aqueles dias num, numa hora, num minuto, num segundo. Tudo o mais rápido possível para, a seguir, viver. Desejava poder fazer forward àquela parte da vida como a uma parte chata de uma canção. Acho que, por um lado, até o consegui, pois apaguei da memória muitos momentos dolorosos dessa altura. Tenho essa capacidade de seleccionar memórias, de guardar apenas aquilo que me parece que vale a pena. O resto varro lá bem para trás de todas as memórias que pretendo ir buscar amiúde, arrumo-o tão bem que raramente o volto a encontrar.

Agora que já passaram alguns anos sobre este coma voluntário, e que já me sinto capaz de tentar analisar o porquê de optar por viver moribunda nos dias que podiam ter sido os meus últimos, acho que o fiz sim por medo, claro, mas também pela perspectiva da liberdade futura. Foi como se aceitasse a clausura apenas para poder ser livre outra vez. Privar-me de tudo o que fosse necessário para depois voltar a voar. Ao meu ritmo, à minha vontade. Voar tão só. Voar alto em direcção ao prazer, ao lado bom da vida.
É óbvio que podia ter corrido mal e eu ter morrido pelo caminho como tantos outros morrem. Mas daquela vez não correu mal. Libertei-me da doença (não sabemos por quanto tempo, mas libertei) e ainda aqui estou, não plenamente feliz, mas ainda aqui estou. 

E fico a matutar no "não plenamente feliz"...
O que me impede de ser "plenamente feliz" agora?

Ainda não conseguir viver um dia de cada vez. Não pela doença e as merdas que traz a reboque, que me têm deixado descansar um pouco apesar da sombra que mantêm sobre mim, mas porque os meus dias não são suficientemente bons para que os queira devagar. Continuo a querê-los rápidos, muito rápidos.

Porquê?

Pela falta de liberdade. Estou livre de doença por agora (pelo menos até à próxima consulta), mas não estou livre de verdade. Não faço o que me dá prazer e isso é uma prisão. Por mais que esteja com quem gosto, por mais saudável que seja, se não fizer profissionalmente o que me dá prazer, vou estar sempre presa. E estar presa a maior parte dos meus dias faz-me querê-los rápidos e que cheguem ao fim o mais depressa possível. Para inverter isto e atrasar o correr da vida, tenho que saber fazer a maior parte dos dias boa, tenho que fazer mais coisas de que gosto do as de que não gosto, tenho que estar mais em sítios agradáveis do que em desagradáveis e tenho que dar um sentido e uma direcção à minha vida. Tenho muito trabalhinho para fazer, ainda.

Agora que já sei que quero viver um dia de cada vez como sempre me aconselharam, também sei que o que não quero é esta vida presa.
Quero voltar a voar. Ao meu ritmo, à minha vontade. Voar tão só. Voar alto em direcção ao prazer e às partes boas da vida, saudável e com quem amo ao lado, mas essencialmente, quero viver livre, livre para viver um dia de cada vez.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dona Dolores

Eu vinha aqui dizer qualquer coisita sobre o Cristiano Ronaldo para depois não virem dizer que não sou boa portuguesa e que não tenho orgulho nos pés do moço, blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá... 

Mas mudei de ideias. 

Como não se vai falar de outra coisa nos tempos mais próximos, intercalando-se o Cris, com o Eusébio e o Mandela e porque este é um blogue de mães, ou melhor de uma misera mãe, decidi, então, falar da Dona Dolores, assim a modos que por solidariedade maternal e para tentar ser original.

Adorei ver a Dona Dolores a limpar a lagrimita à écharpe! 

Pronto, está falado!

domingo, 12 de janeiro de 2014

#2 O Melhor Do Meu Dia

Foi dormir até às 11,30h, acordar ao lado dos meus dois homens e ficar na cama, nos miminhos, até quase ao meio-dia e meia.

E não, não teve nada de pornográfico apesar de me encontrar numa cama com dois homens!


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Poeta (ou a Poetisa) é um Fingidor

Em mais uma conversa pré-sono, falávamos de umas supostas pretendentes do J. 

- Ela disse que a minha letra era muito bonita!
- Oh, então está apaixonadíssima. Qualquer pessoa, no seu perfeito juízo, sabe que a tua letra não é nada bonita. Ela é voadora, nunca está toda sobre a linha. Mas bonita, não! Definitivamente, só uma pessoa apaixonada pode achar a tua letra bonita.
- Eh eh eh eh! Pois é. Pois, deve estar!
- E tu?
- Não sei. Ainda não sei.
- Mas há mais alguma menina que faça esse coraçãozinho bater com mais força?
- Há.
- Há? Quem?
- A M.
- E quem é a M.? Se é que posso perguntar?
- É aquela que vimos no outro dia, que tem o cabelo assim, mais ou menos, do tamanho do teu.
- Pois... Não sei. Sabes que há umas meninas lá da tua escola que eu confundo sempre. Nunca sei quem é quem. Mas não faz mal. Depois vejo se descubro. Achas que o coraçãozinho dela também bate com mais força por ti?
- Não sei.
- Mas porque é que esse coração acelera?
- Também não sei. Há qualquer coisinha nela...
- Que faz esse coração acelerar?
- Sim - envergonhado.
- Hummm!
- Hummm? Lá estás tu com o teu "hummm", mãe!
- Pois... É mesmo caso para "hummmm"! "Qualquer coisinha nela" quer dizer muita coisa. Hummm! Achas que ela também vê qualquer coisinha em ti?
- Não sei. O que é que tu achas? Diz-me tu.
- Eu? Eu é que não sei. Não vejo como ela reage. O que é que te parece? Ela reage de forma suspeita?
- Não, mas sabes que elas às vezes fingem!
- Hummm!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Universitês

Em conversa pré-sono.

- Eu devia era acabar o curso.
- Também acho, mãe!
- Para o ano que vem, devia inscrever-me nas cadeiras que me faltam para acabar o curso. Já que andei lá três anos, aproveitava e acabava o curso.
- Tens razão. Mas devias inscrever-te em quê? Em cadeiras?
- Sim cadeiras, é como se diz "disciplinas" na universidade.
- Ah ah ah ah! Vocês, universitários, são muito engraçados! E como é que dizem psicologia? Banana, não?!