domingo, 30 de junho de 2013

Pipi Na Prisão

Em conversa pré-sono...
- Mãe, tens calças vestidas?
- Não, J., não vês que estou de saias...
Espreita para verificar.
- Olha mãe, tens umas cuecas às riscas! Parecem aqueles fatos da prisão!
- Sim, o meu pipi está preso, portou-se mal e arranjei-lhe um fatinho da prisão! 
- Eh eh eh eh! E vai ficar sempre preso?
- Oh não, amanhã mudo de cuecas e ele já fica livre outra vez! Ah ah ah!
- Mas se vestires umas cor-de-laranja, como aqueles fatos dos presos americanos, continua preso!
- Oh, não te preocupes porque não tenho cuecas cor-de-laranja.
- Mas o teu pipi vai ficar sempre preso, mesmo que mudes de cuecas.
- Vai?
- Vai, ele está sempre preso a ti, por isso nunca se vai soltar.
- Pois... tens razão. Coitadinho!

Do Google Images

Atenção, Isto É Serviço Público, Ok?

Assisti a várias conversas, li entrevistas e artigos de opinião sobre a co-adopção por casais homossexuais e na maior parte destes tenho reparado nos argumentos do "contranatura" e dos "superiores interesses das crianças". "Ah, blá blá blá, não é natural!"; " Ah, blá blá blá, não se está a pensar nos superiores interesses da criança, mas nos direitos DELES." (Gosto deste "deles", que tantas vezes aparece a marcar o distanciamento que quem "luta" pelo natural e pelos "superiores interesses das crianças" gosta de acentuar em relação aos homossexuais. Quando querem ofender os interlocutores são mais acutilantes e usam "os vossos direitos" como se fosse um tiro que desferem nos outros e como se isso automaticamente os ofendesse. Ah ah ah ah, quão ingénuos são!)

Engraçados, estes NÃO-homossexuais que defendem tudo o que é natural e os superiores interesses das crianças! 
Acho-os especialmente engraçados porque defendem que as crianças devem ser educadas por um pai e uma mãe, mas esquecem-se que no meio natural são apenas as fêmeas que criam as crias, e porque também defendem que as avós são melhores educadoras das crianças do que um casal homossexual no qual um dos membros é progenitor da criança. Acho piada à forma como tentam camuflar um preconceito contradizendo-se e pecando pela falta de coerência no(s) discurso(s)! Posso parecer maluquinha, mas diverte-me assistir a estes discursos completamente desarticulados!

E depois ainda há aqueles que vêm com a conversa dos "dados científicos"... "Ah e tal, há dados científicos que provam que os homossexuais tendem a exercer práticas pedófilas!" (Verdade, já li isto algures no discurso de alguém no Facebook!)
Ah ah ah ah ah! Estes, além de preconceituosos, são ignorantes! Desculpem-me que vos diga, mas isto é pura ignorância! Confundir homossexualidade com pedofilia não é de quem domine muito bem o tema, pois não?

Assim, porque penso que será uma mais-valia para todos os não-homossexuais "convictos"* e defensores do "modo natural" e dos "superiores interesses das crianças" assistirem a este vídeo onde os "dados científicos" são realmente baseados em estudos científicos e onde se olha com olhos de ver para os superiores interesses das crianças, e porque, apesar de me divertir, já estou um bocado farta de ler e ouvir tanta barbaridade pegada, achei por bem partilhá-lo aqui.

Let's look at the trailer?


*Gostaram das aspazinhas no "convictos"? Ai, que eu sou tão mazinha!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Bicho Anti-Modas

Chamem-me o que quiserem, mas não suporto modas! Não a Moda, mas as modas...
A Moda, aquela que dita tendências (atenção tendências, não fotocópias) aprecio ligeiramente. Não sou obcecada por estar a par das últimas novidades, nem compro revistas deste tipo amiúde, mas de vez em quando gosto de folhear uma revistinha de moda, ver um desfile ou saber as cores que vão andar por aí na próxima estação. Apesar de nenhuma das tendências da Moda ditar o que visto (já disse aqui que gosto é de me sentir confortável e, como confortável raramente é Fashion, só por mero acaso estarei vestida "à moda") gosto de algumas coisas relacionadas com a Moda. Por exemplo, gosto de fotos de Moda bem tiradas...
Mas as modas (aquelas que não suporto) deixam-me possuída por um geniozinho mau. Calções curtinhos, sapatos com salto de prateleira e ponta virada para o céu, Pedros Chagas Freitas, pulseirinhas com berloques, unhas de gel daqui até à China, Azeitonas a ver aviões, coreanos a fingir que andam a cavalo e livros pseudo-eróticos, não! Já não há pachorra! 
Injectem-me com modas dessas e, desculpem-me, se automaticamente me transformar num bicho.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sesta ou... ou... Acesteira ou... ou... Ceia?!

Após o mimo pré-sono (que hoje não houve tempo para história)...

- Bem, vou-me embora para tu dormires...
- Aproveita e traz-me um leitinho, se fazes favor!
- Um leitinho? Mas acabaste de jantar há tão pouco tempo...
- Mas eu quero ter aquela refeição da noite, a... a... a noitada!
- Noitada?!
- Não, a... a... a sesta!
- Sesta?!
- A... a acesteira!
- Acesteira?!
- Não? A... Como é que se chama?
- A ceia?
- Pois... a ceia!!! Trazes-me um leitinho para a ceia?
- Ok, mas não encho a caneca, que acabaste de jantar há pouco tempo!
- Está bem! Traz-me lá a ceia, se fazes favor!

I'm The Queen of Leon!

Tenho dois Kings em casa que só querem ouvi isto:


So... I'm the Queen of Leon!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Whatever

Há coisas que me chateiam. Sabiam? Há, na verdade, até há muitas coisas que me chateiam. Uma delas é a publicidade que finge que não é publicidade. 
Uma coisa é a partilha, outra coisa é publicidade camuflada!
Quando encontramos alguém a falar de um assunto que nos é comum, que por exemplo já falámos no nosso blogue, facebook ou whatever, tem lógica partilhá-lo com a pessoa, ou pessoas em questão. Se temos um produto, uma loja, uma arte ou whatever, não tem problema nenhum pedirmos a alguém que o partilhe na sua página, perfil, blogue ou whatever, deixando à consideração do outro a partilha ou não partilha do(s) mesmo(s).
Pessoalmente, tenho muito gosto em partilhar os whatever dos outros e em ajudá-los, no que estiver ao meu alcance, na divulgação dos seus whatever!

Agora, virem para os whatever dos outros fingir que gostam muito, ou impondo a condição que só gostam do nosso whatever se gostarmos do deles, ai isso é que não!
Não me whatevem, ok?

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Pássaro Gozão

Tenho um pássaro a viver no lado de fora da minha janela. O pássaro pia, voa de um lado para o outro e pára o voo mesmo debaixo dos bigodes do gato cá de casa, que o olha enlouquecido através do vidro.
O gato põe-se em posição de ataque, salta, mia, atira-me os papéis e as molduras da cómoda para o chão enquanto o pássaro fica ali a mostrar-se num voo parado e sereno, a piar qualquer coisa como "gostavas de me papar, não gostavas? Tens azar, é que há um vidro entre nós, meu totó!"

Do Google Images

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mãe Esborrachada

Em mimo pré-sono...

O J. agarra-me o pescoço com o braço num abraço apertado.
- Ei, estás a esborrachar-me... Gostas de mãe esborrachada? - pergunto.
- Oh, sim, adoro, especialmente com uma pitada de manjericão!
- Com uma pitada de manjericão?!
- Sim, é uma delícia! - diz a apertar-me mais um pouco.
- Eh, não apertes tanto, olha que não há manjericão!
- Oh! Era uma delícia... 
- Estás com soninho, não estás? - tento perceber a razão do "esborrachamento".
- Sim, estou "xeio de xuninho" como dizem algumas pessoas...
- Algumas pessoas? Que não eu?
- "Xim, estou xeio de xuninho" como dizem algumas pessoas que não eu!
- Então, dá beijinho para dormires.
- Oh não, quero mais miminhos... e mãe esborrachada com manjericão.

domingo, 16 de junho de 2013

Enquanto Houver Gente que Pensa...

...Assim, isto não evoluirá!

Desde o conceito de socialismo, ao de educação, passando pelo sentimento de inveja latente, não há nada que se aproveite no texto desta senhora.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Handicap

Tenho vários. Mas um é flagrante. Não consigo manter conversas de circunstância mais de cinco, vá lá dez minutos. Pelo contrário, o pai do J. tem uma paciência louca para as ouvir, o que me coloca na posição da apressada que se quer ir embora o mais depressa possível.
Falar do tempo, das meias que preciso dobrar ou das tricas dos colegas de trabalho, definitivamente, não é para mim. Prefiro ficar caladita a falar de coisas que não me interessam nada. Mas o meu maior problema não é não conseguir falar destas trivialidades, é não as conseguir ouvir. Bloqueiam-se-me os ouvidos e não oiço nada do que dizem. Falam, falam, e eu não retenho nada. Se no final, me pedissem um resumo da conversa estaria lixada, pois dificilmente conseguiria indicar sequer o tema. 
No entanto, parece que tenho escrito na testa "por favor, falem comigo de merdas que não me interessam". 
Certas pessoas, quando me apanham, desatam a descrever a forma como passam a roupa a ferro ou detalham-me receitas de culinária como se a minha vida dependesse desses pormenores. Não as querendo desiludir ou ofender, tento ouvir o que dizem mostrando um certo interesse, mas tentando sempre desviar o assunto para algo que me agrade mais. E fracasso, fracasso sempre. Dou por mim num labirinto de pormenores domésticos sórdidos de onde dificilmente consigo sair. Daí a pressa. Vivo com pressa de me afastar deste tipo de conversas que me perseguem. E o pai do J., agradável e simpático como só ele, lá fica a dar corda a temas que me torturam. O que me enche de vontade de lhe dizer "até logo, baby, vou ali dobrar meias e já volto, ok?".

Qualquer dia, digo! Ai digo, digo! "Mi aguardi!"

Do sítio do costume!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Advertência às Minhas Mamas

Minhas queridas amigas,

Serve a presente para manifestar o meu descontentamento pelo V/ crescimento abrupto. Ou nem tão abrupto assim...
Pretendo, com esta missiva, adverte-las de que, por mais que cresçam, não me convencem a comprar soutiens de tamanho acima do habitual. Não compro, não compro, não compro!
Se quiserem andar confortavelzinhas aí dentro terão que caber aí dentro. De outra forma, sobrarão sempre pedaços de V. Exas. que abanarão e sobrarão para além dos limites dos soutiens que, como já Vos adverti, continuarão a ser do mesmo número e da mesma copa.
Podem gritar, abanar, ou deformar o contorno do meu peito, que me estou bem nas tintas. 
Devo informar-vos também que os soutiens de desporto continuarão a ser os meus favoritos e que, por mais que se estiquem, nunca conseguirão daí sair.
Deste modo, ficar-vos-ia encarecidamente agradecida se colaborassem nesta minha cruzada diária que é vestir camisolas por onde V. Exas. não apareçam como uns aliens aprisionados em busca de liberdade.

Grata pela atenção dispensada.

Os melhores cumprimentos 

desta V/ portadora

terça-feira, 11 de junho de 2013

Vender o Corpo Ou a Alma. Eis a Questão!

Todos nos vendemos. Mais ou menos contentes com a venda em questão, todos os que vagueiam por este mercado de trabalho fora, se vendem. Uns vendem o corpo em trabalhos mais braçais, que exigem mais esforço físico, e outros vendem a inteligência, o cérebro e a alma, em trabalhos mais intelectuais.
A questão está no que preferimos vender. 
Pessoalmente, quando o trabalho que estou a fazer não é nem de perto nem de longe a minha paixão, prefiro vender o corpo, porque a alma é coisa íntima, pessoal, que se deve preservar. Enquanto vendo o corpo, seja a lavar escadas ou a limpar casas-de-banho, a alma continua intacta e pode vaguear por onde lhe apetecer, sem que me seja descontado no ordenado o tempo gasto nestes passeios intelectuais. 
Pelo contrário, se estiver num trabalho onde me pedem para vender a alma, o corpo poderá estar intacto, limpinho e cheiroso, mas a alma estará tão conspurcada que sentirei nojo de mim própria.

Por isso, a questão de "o que preferimos vender?" se transforma facilmente em "será que conseguimos encontrar uma causa pela qual valha a pena vender a alma?", "quanto podem pagar pela nossa alma?", "a que causa daríamos a nossa alma de graça?". E é aí, mesmo aí, que está o nosso preço, e apreço, pelo que fazemos...

É que a alma, coisa íntima e pessoal, é cara e não é para andar por aí em promiscuidades!

sábado, 8 de junho de 2013

Grátis, Essa Palavra Mágica...

Ontem, em frente a um famoso Centro Comercial de Lisboa, parou uma carrinha onde se fizeram pizas. Na carrinha podia ler-se em letras gordas "Prove as nossas pizas GRÁTIS".
E ali cresceu uma bicha interminável de gente...

Esta bicha foi GRÁTIS.
O Google Imagens é um querido!

A palavra "descontos" também tem uma certa magia, mas não comparável à de "GRÁTIS"...

Assim:

AQUI, LÊEM-SE POSTS GRÁTIS! FAÇAM FILA, POR FAVOR, E NÃO SE EMPURREM!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Liberdade de Expressão

O cliché "a tua liberdade acaba, quando a minha começa" não é só um cliché, é também uma verdade. 
Temos toda a liberdade do mundo se não invadirmos a dos outros. 
Secretário de Estado dos Transportes teve alguma razão quando sentiu que invadiam a sua liberdade impedindo-o de falar, mas esqueceu-se que estando a impor a sua palavra também estaria a invadir a liberdade de quem não o queria ouvir. Aconteceu com o Relvas, com o Passos, com o Gaspar, e continuará a acontecer com mais uns tantos membros deste Governo se não se decidirem pela demissão em massa. Apesar de tudo, o Relvas foi o mais esperto e já se demitiu. (Nunca pensei dizer esta frase "o Relvas foi o mais esperto...").
Estamos fartos de os ouvir. Já não conseguimos ouvir nem mais uma palavra do que tenham para nos dizer. 
Impondo-a, impondo-se, estão a invadir a nossa liberdade de não os querermos ouvir. E aí, nós violamos a liberdade deles, impedindo-os de falar. Será assim tão difícil de entender? 
Não pode haver aqui lugar a ofensas ou amuos. Nós somos mais e não os queremos ouvir. Se estamos em democracia, a maioria deve prevalecer. 
Ou não?

Engraçado estar a falar nisto da liberdade de expressão, precisamente no dia em que apaguei um comentário, aqui no blogue, de que não gostei...
Pode parecer contraditório, posso parecer pouco credível quando defendo a liberdade de expressão e a democracia e apago um comentário de que não gostei, só porque não gostei da forma como vinha. Mas não é. Aqui, neste tasco, quem manda sou eu (temos pena mas é assim) por isso só publico os comentários que eu quiser.

Se o amigo anónimo, que escreveu o comentário que eu apaguei, não sabe, eu explico-lhe: aqui aceitam-se todos os tipos de comentários, por mais tramados que sejam, desde que não contenham má-educação e ofensas gratuitas. Podem ter palavrões, pontos de vista diferentes dos meus, críticas e até mesmo ofensas, desde que estas não sejam gratuitas e vindas do nada. Porquê? Porque este blogue é meu! E quem dita as regras neste cantinho minúsculo da blogosfera sou eu! 
Se o amigo anónimo que aqui poisou, não gostou do que leu, há imensos outros blogues por aí, que com certeza o agradarão mais, é só clicar ali em cima, onde diz "blogue seguinte" e sair da área. Se, por outro lado, não gostou do que leu e quer mostrar esse descontentamento, pode comentar, mas COM EDUCAÇÃO. Claro que arriscar-se-á sempre a que, quando passar aqui pela censura, eu, ditadora-mor, o apague. É um risco que pode (ou não) correr, conforme o que achar mais indicado. Afinal estamos em democracia! 

Ou não?

Lambe-Botas? Oh não, Santinhos!

Os santinhos são seres cheios de coragem. 
Nas costas dos outros são heróis, dizem tudo o que lhes vai na alma, refilam, insultam, indignam-se, revoltam-se. 
Na frente, vão buscar a auréola ao armário, colocam-na sobre a cabeça e desatam a lamber as botas ao (anterior?) alvo da sua revolta. O brilho-espelho das botas é o limite das lambidelas.
Os santinhos não são pessoas, são seres divinos! Estão tão acima de nós, míseros humanos, que já ganharam essa capacidade extraordinária de encaixe, que os desprouveram de personalidade. Moldam-se perfeitamente à imagem que fazem deles e não precisam de se chatear com insignificâncias como princípios, valores ou moral.
Os santinhos não magoam ninguém, são bondosos. A dimensão dessa bondade é tão imensa que, para não ferirem susceptibilidades, abstém-se de dizer seja o que for que possa beliscar os egos dos visados.
À frente não dizem, claro! Mas nas costas...
E os seus corações são enormes... Tal como as línguas. Não por serem "linguarudos", que não são, mas por as ampliarem de tal forma a conseguirem lamber botas gigantes.

O único problema dos santinhos é entusiasmarem-se, e não lamberem só as botas...
Não são poucas as vezes que os vemos, contentes e alegres, em entretidas lambidelas aos cocós colados às solas do calçado dos seus "amiguinhos"!

Ai, c'a nojo!

Imagem retirada de um armário
chamado Google

domingo, 2 de junho de 2013

Medos

O J. tem um novo medo. Além da bruxa da Branca de Neve, e das bruxas em geral, tem pavor ao José Castelo Branco.

Por favor, digam-me como lhe explico que Josés Castelos Brancos não fazem mal a ninguém? 
É que com as bruxas ainda posso argumentar que não existem, mas com o JCB este argumento já não é válido.

Imagem do Google Images

Há Uma Vida Antes...

... E outra depois de comermos no Sushi Factory!

Feira... do Livro

Hoje, fomos à Feira do Livro. Na verdade, aquilo era mesmo uma feira. Não sei o que me passou pela cabeça, quando pensei que poderia chegar perto das bancadas e folhear... livros. Ok, eu sei, sou loira e as loiras, às vezes, pensam coisas estúpidas destas.

Realmente, para uma feira até estava muito bem compostinha. Tinha pipocas, cerveja, gelados, atracções várias (leia-se escritores famosos das capas das revistas e da televisão)... e gente "a dar c'um pau"! Livros para ver é que, se o queríamos muito, teríamos que bater numas tantas pessoas para lhes conseguirmos sentir o cheiro. 
O J. começou num ataque claustrofóbico daqueles de "mãe, vamos embora! Mãe, vamos embora!"; eu comecei a entrar numa fúria de me apetecer pontapear aquela gente toda (sim, sou agressiva, porquê não posso?); o pai do J. começou a dizer "bem, damos só mais esta voltinha e vamos embora!". 
Como não sou de desistir às primeiras, ainda tentei que o J. visse uns livrinhos. Depois de muito esperar que um senhor, que não estava ali a fazer nada, se afastasse da bancada dos livros infantis, lá consegui que o J. pegasse num livro. Olhou para o livro, mas a atenção dele estava centrada numas pessoas mascaradas de bonecos (coisa que ele adora e que sempre que as vê, foge a sete pés) e não conseguiu escolher nenhum para prenda do Dia da Criança. 

"Bazámos" dali para fora, mas não sem antes o pai do J. conseguir comprar um livro (yupi, "ganda" festa!) e o J. poder pôr os olhos em cima de um dos seus grandes ídolos, o Ricardo Araújo Pereira.

Seguidamente, fomos a uma livraria deserta e vimos livros "à vontadex" (porque somos teimosos "com'um raio") e a prenda do Dia da Criança acabou por ser mesmo... um livro, um Comix da Disney.

Imagens sempre do mesmo sítio.
Isto está a ficar monótono, não está?

E agora, tomem lá, vão buscar!
Somos teimosos, ou não somos? 
Ah, pois somos!

Imagens sempre do mesmo sítio.
Isto está a ficar monótono, não está?