quarta-feira, 29 de maio de 2013

Imperialismo Miserável

Estamos quase tão desenvolvidos quanto os EUA.
Competimos com eles na quantidade de sem-abrigo, cujos pertences cabem num carrinho de supermercado...

Ruas inundadas de corpos sujos que jazem pelo chão. Corpos cobertos por trapos velhos e rotos que dificilmente os protegem do frio e que, quase nada, os aconchegam. Almas perdidas que se procuram por entre restos de comida retirados do lixo, beatas apanhadas do chão e garrafas de vinho meias vazias. Razão de estar vivo e poder de sobrevivência que se debatem por persistir. Morte que espreita a cada esquina e sofrimento que não se vai. 
Vidas destas, trespassadas pela miséria, esvaziam corações e enchem caminhos deste país. 

É o imperialismo da miséria que conseguiste... Parabéns Gaspar!

Imagem do Google Images

O Respeitinho É Muito Lindo!

O J. não tolera faltas de respeito e quando o ofendem dá logo sinal.
Recentemente, teve um arrufo com uma educadora que lhe gritou e o chamou de "fedelho". Ficou inconsolável.
Quando o destratam, não admite. Sente-se revoltado e o sentimento de humilhação apodera-se dele, chegando a levá-lo ao descontrolo total.
Tem um sentido de justiça muito apurado e defende-o com unhas e dentes, tanto quando a injustiça é contra ele, como quando é contra outrem. E eu orgulho-me de ele ser assim, mas, ao mesmo tempo, sinto um calafrio na espinha só de pensar no que vai sofrer por ser precisamente... assim.

domingo, 26 de maio de 2013

O Que é Que Eu Disse...

AQUIAQUI e AQUI?

O psiquiatra que "descobriu" o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade confirmou que há alguma verdade nas minhas palavras aqui:

El conocido psiquiatra, que llegó a hacerse cargo de la gestión del servicio de psiquiatría en el prestigioso Hospital General de Massachusetts en Boston, donde fue reconocido como uno de los más famosos profesionales de la neurología y de la psiquiatría del mundo, decidió confesar la verdad meses antes de morir afectado de un cáncer de próstata, añadiendo que lo que debería hacer un psiquiatra infantil es tratar de determinar las razones psicosociales que pueden producir problemas de conducta.
Ver si hay problemas con los padres, si hay discusiones en la familia, si los padres están juntos o separados, si hay problemas con la escuela, si al niño le cuesta adaptarse, por qué le cuesta, etc. A todo esto añadió que, lógicamente, esto lleva un tiempo, un trabajo y acompañado de un suspiro concluyó: “prescribir una pastilla contra el TDAH es mucho más rápido” (a lo que yo añadiría “y mucho más ventajoso para el negocio de la psiquiatría”). DAQUI

Ah pois é, bebé!

Mas Afinal Qual é o Significado de "Palhaço"?

Sim, é do Google Images!

Dei-me ao trabalho de ir ver ao dicionário. 
Eis o que lá encontrei:

palhaço1
nome masculino
1.personagem cómica e burlesca de circo que diverte o público com brincadeiras,
anedotas, etc.
2.figurado, pejorativo pessoa que está sempre a brincar e/ou a dizer piadas nem
sempre com muita graça
3.figurado, pejorativo pessoa que não é possível levar a sério
4.figurado, pejorativo pessoa que muda constantemente de opinião
5.popular (dinheiro) escudo
fazer de (alguém) palhaço
enganar ou troçar de (alguém)
(Do italiano pagliaccio, «idem»)

palhaço2
adjetivo
feito ou vestido de palha



palhaço In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-05-26].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/palha%C3%A7o
>.

Não vejo aqui nenhuma ofensa, vocês vêem?

Mesmo se nos fixarmos no sentido figurado ou pejorativo, encontramos:
pessoa que está sempre a brincar e/ou a dizer piadas nem sempre com muita graça;
- pessoa que não é possível levar a sério;
- pessoa que muda constantemente de opinião. 

Há aqui alguma ofensa de maior?

-Nem toda a gente pode ter graça. Não ter graça não é um drama. Há outras qualidades que podemos fazer sobressair quando não temos graça.
-Pessoalmente, até me sinto lisonjeada quando não me levam muito a sério, pessoas sérias são aborrecidas. Algumas até MUITO aborrecidas!
-Mudar de opinião constantemente, não é, também, sinal de evolução pessoal? Quem nunca muda de opinião pode correr o risco de ser chamado de casmurro, pouco flexível, pouco atreito à mudança, etc, etc... O que é que é preferível? Eu cá prefiro o palhaço. Mas isto sou eu, que às vezes fico com o nariz avermelhado.

Sinceramente, não percebi a ofensa!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ser Estranho Esse...

No dia em deixaste o meu corpo e te alojaste com firmeza no meu coração, renasci. Se até ao momento em que pude finalmente ver-te, não era mais do que metade de gente, no instante em que te pousaram sobre o meu peito, o vazio tornou-se cheio.
A metade que faltava em mim surgiu no toque da tua pele, no aroma do teu corpo, nos sons que se soltavam de ti... 

Ser estranho esse que irrompe nosso corpo afora e nossa alma adentro. Frágil animal imberbe que tudo muda no simples nascer. Pedaço de gente que nos preenche e nos remexe as entranhas. Amor maior que deixa de caber em nós e que se nos cola por dentro, que sai sem sair e nos invade... para sempre.

Nove anos de ti, em mim e no mundo.

sábado, 18 de maio de 2013

Desilusões

O J. não sentiu qualquer desilusão quando descobriu que o Pai Natal não existia, ou a fada dos dentes, ou os contos de fadas, ou qualquer outro tipo de fantasias infantis...
O J. ficou sinceramente desiludido quando lhe disse que nos videoclips a voz e a imagem não são gravadas em simultâneo, que os cantores fingem que cantam nas imagens e que o som é posto por cima do que está filmado. Disse-me "mãe, agora estragaste tudo, não posso acreditar que isso é mesmo assim! Nem sequer no Beat it?"
Pois... Nem no Beat it!

Primeiro Ver, Depois Falar

"Roubado" DAQUI


Obrigada 4D pela partilha!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Agonia Petrificada

Esta agonia que me acompanha os dias e o medo de a perder por me acomodar. A resignação sem luta à vida monótona e sem força, à vida morta, sem pujança, tortura-me a existência. O pânico de me deixar ficar imóvel neste lugar sombrio por medo de me mover. E a tormenta ao desejar que os dias passem sem se demorarem, enchem a vontade de me esquecer que estou aqui e que agonio.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

É o Ópio, Minha Gente, É o Ópio!

...UNS dizem que a Troika se inspirou em Fátima...
(Por favor, Senhora, não entre já em descrença!)

...OUTROS dizem que o Benfica se inspirará no John Lennon... 
(Calma Jonh Lennon, não dês mais voltas na tumba!)

Perdoai-lhes, Senhor, eles não sabem o que dizem!

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Carta

Hoje, recebi uma carta do IPO com a marcação de consulta e análises, ou melhor, de análises e consulta para...

Abril de 2014!


Vou ter que lá ir antes por causa da tiróide, mas não deixa de ser uma boa notícia... Ao fim de 7 anos de IPO, vou conseguir descansar um anito das Revisões Periódicas Obrigatórias!

Imagem do sítio do costume

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Second Life

- Mãe, vou mudar a tua boneca do Second Life para ficar mais parecida contigo!
Imaginei o avatar com os olhos mais parecidos com os meus, com um cabelo mais comprido, com umas roupas mais próximas das que uso, um pouco mais alta... Arrisquei até a imaginá-la mais gira.
- Sim? E o que é que vais mudar? - perguntei inocentemente orgulhosa.
- Vou pôr-lhe umas rugas!

Pois... não era bem isto!
Imagem do sítio do costume

quinta-feira, 9 de maio de 2013

De Volta às Assinaturas

Tenho lido por aí opiniões a favor do dito papelinho com o rabisco dos miúdos a comprometerem-se que não levam o telemóvel para o exame de 4º ano. Dizem que serve para incutir responsabilidade às criancinhas, etc e tal, pardais ao ninho...

Agora, expliquem-me lá duas coisinhas, por favor: 
1- Se o dito papel não vale um chavo, porque têm as criancinhas que o assinar?
2- Já que querem incutir tanta responsabilidade nos vossos rebentos, porque não os ensinam primeiro a nunca terem os telemóveis ligados dentro da sala de aula? Ou a não os levarem para a escola? Ou a nem sequer os terem?
Hã?

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Assinaturas Ilegíveis

O meu filho não assina nada na minha (ou na do pai) ausência!

Se já estivesse no 4º ano e tivesse exames para fazer, precedidos da obrigatoriedade de assinar fosse qual fosse a declaração de responsabilidade sob compromisso de honra, o meu filho não assinaria.
Se eu e o pai somos os responsáveis legais pelos seus actos, nós é que teríamos que assinar. Que enviassem, na véspera, o documento para casa, que nos chamassem antes da entrada para o exame, ou fizessem o que bem entendessem, mas ele não assinaria nada.
Compromisso de honra? Mas que raio de coisa é essa? Estão parvos, ou quê?
Agora tratam-se as crianças como se fossem criminosas? Pressupõe-se à partida que vão enganar? E têm que jurar que não vão fazer batota? São estes os pressupostos de uma autoridade que se diz educativa? Não me lixem!

Se querem ter esses cuidados todos, impeçam os alunos de entrarem na sala com algo mais do que uma caneta. Agora não façam as crianças assinarem um papel a declarar que se responsabilizam, sob compromisso de honra, que não têm telemóveis, outros aparelhos de comunicação com elas, ou outra patacoada qualquer, porque elas não têm responsabilidade nenhuma nisso, quem tem somos nós, os pais e/ou encarregados de educação. 
Se o meu filho, para o ano que vem, andar de telemóvel atrás, sou mulherzinha suficiente para o impedir de o levar para o exame. Porque concordo que não se os devam levar para os exames, e só por isso. Estou-me bem a cagar para compromissos de honra da treta ou declarações de responsabilidade, educo-o para ser responsável, e a responsabilidade está em fazer o exame sem copiar ou fazer batota, dando a testar os seus reais conhecimentos da matéria. 
Claro que não descarto a hipótese de ele tentar, por meios ilícitos, ter boa nota, mas se o fizer, também o ensino que terá de arcar com as consequências, que poderão ser ter o exame anulado ou ser impedido de o realizar.

Isto sim é responsabilidade!

(A propósito DISTO)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Perversidade do Tempo

O tempo é sádico. Tortura-nos os dias. 
E vingativo. Castiga-nos se o queremos devagar, ou se o queremos depressa. 
Nunca respeita os nossos tempos. Eterniza-nos as tormentas e reduz-nos os prazeres. 
O tempo é perverso. Quer-nos sempre contra o tempo e em contratempo.

O sacana!

World Press Photo 2013

Imagem do Google Images
Fomos ver o World Press Photo com o J. Como de costume, não o deixámos ver as fotos todas. Na verdade, ele também não quis. 
Deixei o pai do J. ir sozinho, pois é ele o apaixonado pela fotografia, e fui eu com o J.. 

Vimos as fotografias de Natureza, as dos Desportos e passámos a correr por uma secção em que a dureza das imagens se adensava. Ao cruzarmos uma esquina, o J. deparou-se com a imagem ali de cima.
- Mãe, não quero ir para ali. Já vi uma cara verde.
Pedi ao pai do J. que me viesses substituir um bocadinho para que eu pudesse ver o resto da exposição e depois saí com o pequeno para a rua. Fomos comer um gelado sentados na relva e falámos sobre a cara verde que tanto o tinha impressionado.
- O que era aquela cara, mãe?
- Era uma mulher iraniana. O verde era só um lenço que ela tinha na cara.
- Mas era tão feia... Porque é que nesta exposição há sempre coisas tão feias? Podiam pôr fotografias mais bonitas...
- É de propósito, J., estas fotografias servem para denunciar ao mundo as coisas feias que se passam em certos lugares. Se não fossem algumas destas fotografias, nós nunca saberíamos as guerras que se travam por aí e as atrocidades que ainda se fazem às pessoas.
- O que são atrocidades?
- São coisas más. Por exemplo, há mulheres, como aquela do lenço verde, que não têm direitos nenhuns. Não podem mostrar a cara, não podem ir à escola, trabalhar, ou votar. Algumas nem sequer podem sair à rua sem a autorização dos maridos, porque são eles que mandam nelas.
- A sério? Mas cá podem até ser presidentes, não podem?
- Podem. Mas já houve um tempo em que também não podiam votar, quanto mais serem presidentes. E não foi assim há tanto tempo. Esses direitos foram conquistados, aqui também. Só se soubermos que ainda acontecem tantas coisas más com algumas pessoas, é que podemos ajudá-las a conquistarem certos direitos. Esta exposição serve para nos mostrar isso mesmo.
- Ah, já entendi. Mas as fotografias podiam ser mais bonitas...
- Se fossem mais bonitas, nós não acharíamos horrível o que elas mostram e não ficaríamos revoltados. Só revoltados é que fazemos alguma coisa para mudar as coisas.
- Está bem, mas eu não gosto de as ver.
- Eu sei, por isso viemos embora sem as ires ver.

A exposição está muito forte, mas não foi isso que impediu alguns pais de se passearem com as suas crianças, ainda mais pequenas do que o J., por entre aqueles cenários de horror. (Confesso que este facto me fez uma certa confusão). Também não impediu que gente adulta e completamente alheia ao sofrimento de quem estava retratado nas imagens, mantivesse a mesma opinião que uma criança de 8 anos e achasse que "blhac, que fotos horríveis! Podiam ganhar umas mais bonitas!".

Se quiserem dar uma espreitadela às imagens da exposição, vão por AQUI.

sábado, 4 de maio de 2013

Doce Acordar

Às nove e meia da manhã, acordo com:
- Mãe, anda aqui acender a luz.
- Oh não, quero dormir mais um bocadinho! - respondo.
- Então acende essa luz aí do candeeiro.
Muito contra vontade e com uma soneira do caraças, lá acendo a luz. 
Vejo um J. de tabuleiro na mão, com uma caneca de café com leite e um pão com doce, que se me dirige.
- Toma, mãe! Arranjei-te o pequeno-almoço!
Derreto-me toda. 
- Oh J., obrigada. Mas o dia da mãe é só amanhã...
- Eu sei, mas não conseguia esperar mais... - aponta para a caneca e para o pão - Vês, o leite tem café e o pão tem doce de figo como tu gostas. Está bom?
- Está óptimo! - bebo um gole de café com leite - Não tem açúcar?
- Não, querias com açúcar?
- Sim, costumo beber com açúcar.
- Vou buscá-lo!
Quando volta com o açúcar, digo-lhe:
- Obrigada. Assim está óptimo. - dou uma trinca no pão - O pão está quentinho!
- Pois está, quentinho é muito melhor, não é?
- Sim, está perfeito. Que pequeno-almoço maravilhoso!

Ele fez tudo sozinho, pois estamos em casa só os dois e o gato (e não acredito que o gato o tenha ajudado nalguma coisa). Descongelou o pão no microondas, cortou-o, pôs o doce, tirou o café na máquina, aqueceu o café com leite no microondas e preparou o tabuleiro. 
No final, ainda me tirou mais um café, porque, segundo ele, o anterior não estava muito bem, e rematou "é o café de Timor, gostas mais deste, não gostas?".

Estou tão orgulhosa e derretida com o meu pequeno que não caibo em mim... 
Parece que, afinal, este pequeno já não é assim tão pequeno!

Truques de Poeta

Quando o J. me mostrou ESTA POESIA, disse-lhe:
- Eh lá, tens muito jeito para escrever poesia! Eu não me atrevo!
- É fácil, é só fazeres rimas! - respondeu-me, como se fazer rimas fosse tão fácil quanto mudar de camisa.
- Mas fazer rimas com sentido é difícil.
- Para mim não é, quando vejo que uma palavra que rima com outra não tem nada a ver, ponho-a na negativa. E pronto, já fica bem!
- Como assim?
- Por exemplo: "eu tenho um cavalo, mas não vou enlatá-lo". Vês? É fácil!

Ok, mudar de camisa é que é difícil!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pedras ao Pescoço

Pois é, o gangliozito é amigo, já conhecido de longa data cá da malta. A médica diz que todos os que foram vistos na eco já são antigos, velhotes, e que alguns, por causa da idade (dos gânglios, claro, não da minha, que sou uma menina), estão a calcificar e a ficar como umas pedrinhas.

Por isso, e de agora em diante, já posso dizer que uso pedras ao pescoço.

Ó p'ra mim tão linda!
(Imagem do sítio do costume)

Que a Terra Passe a Girar ao Contrário Porque Eu, Sei Lá, Sou Caprichosa e... Apetece-me!

Estava eu sentadita, no comboio, junto à janela e eis que chega uma mocita armada aos cucus.
Senta-se à minha frente e desata a pisar o meu pé, que está sobre aquele degrauzito que há de lado nos lugares junto às janelas.
Dou-lhe algum espaço, mas não tiro o pé dali e aguardo que ela se acalme.
Às tantas, a querida diz:
- Desculpe, dá-me licença? - abana a pernita e o pezito de maneira a tentar arrancar o meu pé do sítio onde ela quer pôr o dela.
Respondo-lhe:
- Peço desculpa por ter as pernas grandes. Infelizmente, não as posso arrumar dentro do bolso!
A mocita continua: 
- Sim, mas pode pôr a perna para ali.
- Sim, de facto podia, mas não ponho. Tenho as duas pernas aqui encostadas, e a senhora tem este espaço todo deste lado, arrume as suas aí.
Ela volta ao ataque:
- Ah, mas podia pôr esta perna para aqui - disse, querendo que eu fosse de "perna aberta" para ela pôr o pé no sítio do meu, mas esquecendo-se que, se eu não tivesse aquele pé ali, poderia ter o outro que estava um degrau mais acima, cuja perna estava quase enfiada na parede do comboio.
Respondo:
- Mas não ponho. Já estou encolhida que chegue, aqui para este lado. Tem espaço desse lado, use-o! Além disso, eu estava cá primeiro...
Sou de novo atacada pela egocêntrica-mor:
- Mas isto não tem nada a ver com quem chega primeiro!
Desisti de argumentar, mas não tirei o pé dali. Ela queria o pé dela no sítio do meu e achava que, após a sua chegada, pisadelas e reivindicações, eu devia tirar o pé de onde estava para ela pôr o dela.

Sim, menina, é isso e a Terra passar a girar ao contrário só porque... te apetece!