sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Silêncio de Miguel

Ai não? Alguém lhe tapou a boca? Alguém o mandou prender? Agarraram-no, quando se preparava para falar? Apontaram-lhe uma pistola à cabeça e ameaçaram-no se falasse? 

Nas imagens que vi, não aconteceu nada disso. Escapou-me alguma coisa?

As pessoas mostraram o seu desagrado? Falaram mais alto do que ele? Gritaram? Sim. 
Isso impediu-o de falar? Não! 
Ele podia ter falado, enquanto as pessoas gritavam, não podia? Só não falou, porque não quis. 
Se ele quisesse assim tanto falar, tinha falado, ou não? O barulho apenas poderia impedir que as pessoas o ouvissem. 

Está tanto no direito delas, não o quererem ouvir, como no dele, falar. Ou não? Ou o direito de ele falar é superior ao direito das pessoas de não o quererem ouvir? Ou o direito das pessoas expressarem a sua vontade de não o quererem ouvir é inferior ao dele de se querer fazer ouvir?
Em que é que ficamos? Hã?

2 comentários:

  1. Até parece que o senhor não tem uma máquina toda à disposição que pode accionar sempre que lhe apetecer falar... pode marcar 100 conferências de imprensa se bem lhe aprouver!

    Eu já não o posso ver, quanto mais ouvi-lo dizer barbaridades...

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  2. Já tem muita sorte em não ter levado uma coça.

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Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...