terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Porcos

Prezados leitores, começo por vos pedir desculpas, por este ser um post repleto de desprezo explícito, onde poderão encontrar palavras menos agradáveis e, até, portadoras de um certo azedume. O desprezo não será por vocês, claro, mas por uma espécie que me causa uma certa espécie.
Devo informá-los que o post é propositadamente ofensivo, pois contém em si o nojo, de dimensões planetárias, que nutro por certos animais.

Feitos os necessários esclarecimentos, aqui vai:

O porco é um animal que me agrada pouco. Hoje em dia, já quase não faz parte da minha alimentação. Como-o, sem grande satisfação, se não tiver mais nada para comer e alguma fome. 
Este animal roliço de quatro patas, nariz a imitar uma tomada eléctrica e cauda em forma de saca-rolhas  até é razoavelmente suportado por mim, especialmente, porque não me cruzo com ele todos os dias, e se me cruzasse, o máximo que o poderia ouvir dizer seriam uns " oic, oic" ou "ronc, ronc".

Pelo contrário, existe um outro tipo de porco que não consigo suportar, nem à lei da bala.
Esta tipologia suína é aquela, cujos espécimes arrotam palavras ofensivas a tudo o que é fêmea.
Munido de uma clara insatisfação sexual, de uma libido fracassada e de um, óbvio, atraso mental, este animal só consegue vislumbrar as mamas e os cus das fêmeas, avaliando-as, às fêmeas, pelo tamanho, forma ou exposição destas partes dos seus corpos. Para lá de mamas e cus, este porco não vê mais nada. (Podendo aqui concluir-se que também sofre de uma elevada deficiência visual).
Por mais que se camufle, enfiando-se em fatinhos Haute Couture e tomando banho em perfumes, cuja alquimia é bem mais cara do que a essência do próprio suíno, este animal quando se agrupa em varas consegue produzir mais porcaria do que o outro animal, o do nariz a imitar tomadas.
Em varas, costumam grunhir mais e mais alto, do que sozinhos, e sempre qualquer coisa do tipo "aquela gaja tem um par da mamas!", "aquele cu é uma bomba!", "se eu tivesse aquela gaja, comia-a assim ou assado!".
Claro que isto não passam de grunhidos e grunhidos de porcos reles não chegam aos céus.
Geralmente, estes porcos se não são impotentes, estão lá muito perto. E se, por um qualquer estranho acaso, têm a oportunidade de se aproximarem das ditas mamas ou cus, ficam tão acagaçados que todos eles tremem que nem varas verdes.
Apesar de não terem capacidade de materializarem o que grunhem, estes suínos insistem nestes grunhidos. E, a cada fêmea avistada, dedicam um som cada vez mais nojento.
A importância destas vocalizações de pocilga, está na tentativa de afirmação perante os restantes elementos da vara. Cada um deles, tenta, a todo o custo, evidenciar-se mais porco do que os outros.
Na verdade, há sempre algum que o consegue e que passa a ficar conhecido como o porco-mor. O porco-mor tem como função escolher as fêmeas a serem avaliadas. Mas, talvez por esse mesmo motivo, juntamente com o facto de ser o mais nojento de todos, este porco não tem sorte nenhuma com as fêmeas e, além de ser o mais nojento, é também o mais frustrado.

Agora, acabe-me a mim colocar uma questão que me parece pertinente neste contexto:
Porque se dedicam estes porcos a produzir tanto esterco, se nem sequer se propõem a aproveitá-lo na produção de biogás?
Hummm?

5 comentários:

  1. Beeem mummy! Deliciosamente acutilante!
    E está tudo dito!!!
    Beijos grandes

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  2. Ui e há tantos porcos desses...
    É deixá-los grunhir.
    Boa semana!

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  3. Ui e há tantos porcos desses...
    É deixá-los grunhir.
    Boa semana!

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  4. Ena, parece-me que cruzaste com algum destes da segunda espécie que falas. Eu também não compreendo tamnhas cabeças de tamanho de ervilha, que não utilizam o pouco que têm para algo mais produtivo.
    Resta-nos então a nós fazer ouvidos moucos e seguir com a nossa vida, não obstante de ficarmos incomodadas.

    Espero que o dia e a semana te comecem a correr melhor e que não te cruzes com pessoas destas.
    Beijinhos**

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  5. Os suínos são uns fofos, os porcos de duas pernas metem-me nojo.

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Vá lá, digam qualquer coisinha...
...por mais tramada que seja...